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As vãs repetições de Mt 6,7-8

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos..."

Por causa deste versículo e, pressionados pela abordagem dos protestantes, muitos bons católicos deixam de rezar a santa oração do Terço, devido à citação “vãs repetições”. O texto abaixo nos ajuda a compreender melhor essa passagem bíblica.

O versículo em questão traz o seguinte, segundo a tradução da Bíblia de Jerusalém: Nas vossas orações não useis de vãs repetições, como os gentios, porque imaginam que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos. Não sejais como eles, porque vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de lho pedirdes. Em seguida, Jesus ensina o Pai-Nosso.

Não deixem de praticar tão piedosa oração que é o santo terço. Quem dera se as pessoas deste mundo ao invés de repetir os mesmos pecados, repetissem orações. Na verdade, a chave para entender esta passagem não está na palavra repetições, mas na palavra vãs. Entende? A oração do terço se baseia na repetição de Ave-Marias e Pais-Nossos, mas jamais tais orações serão vãs, ou seja, despropositadas e orgulhosas, se devidamente proferidas.

Logo após essas palavras, Jesus ensina o Pai-Nosso, dizendo, portanto, orai desta maneira. Tal exemplo de oração foi absorvido pelo povo que a escutou e, sem dúvida alguma, repetida diversas vezes, ao longo de toda uma vida e ao longo de toda a vida da Igreja Cristã. Jesus queria, com estas palavras, alertar mais uma vez o povo contra os que pretendiam atrair a atenção dos homens, em detrimento a Deus. São os fariseus, que gostavam de alardear sobre suas virtudes de oração e jejum, enquanto tinham no coração uma piedade falsa.

Daniel J. Harrington, s.j. escreve, sobre essa passagem, o seguinte: Na devoção judaica, a oração de súplica era muito importante e os discípulos de Jesus são exortados a não confundir quantidade com qualidade (v.7). Como Pai amoroso, Deus conhece as necessidades de seus filhos antes mesmo que eles façam seus pedidos, mas ele quer que eles peçam com fé e confiança (v.8). Na súplica, mais do que informar Deus de alguma situação, expressamos nossa dependência e nossa fé1. Portanto, não há porque considerar como vãos o Pai-Nosso ou a Ave-Maria somente porque são repetidos. O que Deus enxerga é a postura do coração ao recitá-los, e não a postura do ego de quem repete.

São Paulo nos diz para orar sem cessar (cf. 1Ts 5,17) e que nós oremos sempre e por tudo (Ef 5,20). Como, então, fazer isso? Segundo algumas versões, foi praticando exatamente este orai sem cessar que nasceu o terço. Nos mosteiros antigos praticava-se a leitura de todos os salmos, todos, ao longo de um dia inteiro. Assim os monges poderiam orar sem cessar. Entretanto, ao longo dos anos, os salmos foram sendo substituídos pela Ave-Maria, posteriormente intercalando-se a oração do Senhor. Como existem 150 salmos, a substituição gerou 150 Ave-Marias, ou seja, um rosário. Qualquer oração que seja, dita com piedade, perseverança, amor e fervor, será bem aceita, seja ela repetida ou não, porque não será vã. Entendeu?

Vejamos, também, que, em comparação, muitas igrejas protestantes que possuem um ritual litúrgico, como os luteranos, anglicanos, metodistas, e alguns presbiterianos, possuem livros de orações, repetidas à semelhança dos católicos, como o Credo Niceno entre outros. Inclusive existem luteranos que rezam um terço adaptado. Sem contar, também, as expressões de louvor, repetidas à exaustão, de quase todos os protestantes neopentecostais (Aleluia! Glórias a ti, Senhor! etc.). Não creio que eles, que gritam sem cessar tais expressões, consideram isto como vã repetição. Outro exemplo de repetição de uma oração está no Salmo 136. Leia e conte quantas vezes aparece o verso porque o seu amor é para sempre. O que desagrada a Deus não é a repetição da oração, mas como ela é feita.

Enfim, podemos concluir que uma leitura rápida e literal da Bíblia pode levar a desfechos indesejados. Não, não é uma vã repetição rezar o terço, não é uma vã repetição rezar o Pai-Nosso, não é vã a repetição que se faz de coração aberto, sincero e piedoso.

Para terminar, deixo uma exortação de São João Crisóstomo: "Nada se compara em valor à oração; ela torna possível o que é impossível, fácil o que é difícil. É impossível que caia em pecado o homem que reza”.

 

Nota
1. HARRINGTON, D.J. Mateus. Comentário Bíblico. Ed. Loyola, 2002.

 

 

Fonte
RIBEIRO, Rondinelly. Apostolado Veritatis Splendor: Mateus 6,7-8 e as "vãs repetições". Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4017. Desde 23/10/2006.

 

 

 

 

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