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Rezar ou Orar?

 

Qual a diferença entre orar e rezar, já que o dicionário Aurélio fala que são sinônimos? Ao celebrar a Santa Missa, o Padre às vezes fala oremos e outras vezes rezemos. Os protestantes falam que devemos orar e não rezar, e que, segundo a Bíblia, não devemos orar repetidas vezes, e por isso eles condenam o Terço.

 

Como atestam os dicionários, orar e rezar são sinônimos. A Liturgia da Santa Igreja — cuja língua materna é o latim — emprega em diversas circunstâncias o oremus, que se traduz em vernáculo por oremos ou rezemos, posto que são sinônimos.

 

Orar vem do latim orare; e rezar, do latim recitare, que também deu em português recitar. Já em latim, os verbos orare e recitare têm sentidos muito próximos: o primeiro significa “pronunciar uma fórmula ritual, uma oração, uma defesa em juízo”; o segundo, “ler em voz alta e clara” (portanto, o mesmo que em português recitar). Entretanto, para orare prevaleceu na latinidade e nas línguas românicas o sentido de rezar, isto é, dizer ou fazer uma oração ou súplica religiosa (cf. A. Ernout–A. Meillet, Dictionnaire étymologique de la langue latine — Histoire des mots, Klincksieck, Paris, 4ª ed., 1979, p. 469).

 

Nós, católicos, damos ao verbo rezar um sentido bastante amplo e genérico, e reservamos a palavra oração mais especialmente — mas não exclusivamente — para os diversos gêneros de oração mental, como a meditação, a contemplação etc. Não há razão, portanto, para fazer dessa ligeira diferença, comum nos sinônimos, um tema de disputas.

 

Os protestantes, entretanto, salientam a diferença por dois motivos. Primeiro, porque para eles serve de senha. Com efeito, acentuando arbitrariamente essa pequena diferença de matiz entre as palavras, eles utilizam orar em vez de rezar, e assim imediatamente se identificam como crentes (como diziam até há pouco) ou evangélicos (como preferem dizer agora). Isso tem a vantagem, para eles, de detectar entre os circunstantes os outros protestantes que ali estejam. É um expediente ao qual recorrem todas as seitas dotadas de um forte desejo de expansão, como é o caso dos protestantes no Brasil.

 

Por outro lado, a oração, para os protestantes, não tem o mesmo alcance que para nós, católicos. Enquanto para nós o termo oração engloba todos os gêneros de oração — desde a oração de petição até as orações de louvor e glorificação de Deus — os protestantes esvaziam a necessidade da oração de petição, que para eles tem pouco ou nenhum sentido. Com efeito, como nós, católicos, sabemos, a vida nesta Terra é uma luta árdua, em que devemos pedir a Deus em primeiro lugar os bens eternos, e depois os bens terrenos de que temos necessidade. É o que ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

A errônea doutrina protestante

Para os protestantes, não é preciso pedir os bens eternos, porque eles defendem erroneamente que a salvação depende exclusivamente de Deus, sem nenhuma necessidade da cooperação do homem. Segundo doutrina de muitas seitas protestantes, Deus já elaborou, desde toda a eternidade, duas listas: a lista boa, dos que irão para o Céu; e a lista negra, dos que irão para o inferno. Assim, quem está numa lista nada pode fazer para mudar de lista. Se está na lista boa, pode pecar à vontade, porque será salvo; e quem estiver na lista ruim pode rezar e fazer toda a penitência e as boas obras que quiser, que nada lhe adiantarão, pois já está condenado.

 

Assim, a oração de petição, para eles, não tem nenhum sentido, nenhuma eficácia para a obtenção da vida eterna. Porque tanto a salvação como a condenação já estão predeterminadas desde toda a eternidade. Nestas condições, a única oração que tem algum sentido é a oração de louvor, glorificação de Deus e ação de graças. Pela escolha gratuita que Deus teria feito, de nos incluir na lista boa...

 

Por isso, uma vez que entre nós, brasileiros, a palavra rezar, embora tenha um sentido abrangente e amplo, conforme foi explicado no início do artigo, remete mais à idéia de oração de petição, os protestantes preferem dizer orar, porque têm em vista preponderantemente a oração gratulatória (de ação de graças) e doxológica (de louvor e glória a Deus).

 

Quanto aos bens desta vida, tampouco tem muito sentido, para eles, a oração de petição. Pois, segundo a doutrina protestante, se temos fé — indício de que estaríamos na lista dos predestinados — Deus nos premia também com o sucesso na vida terrena. Não cabe refutar aqui essa falsa doutrina. Nossa intenção é apenas apontar a errônea — e, aliás, monstruosa — concepção teológica que está por trás de uma opção linguística aparentemente inócua.

 

 

É louvável persistir no pedido

Para sustentar que “não devemos orar repetidas vezes”, os protestantes apelam para a Bíblia. Provavelmente se referem ao Evangelho de São Mateus (6,7): “Nas vossas orações, não queirais usar muitas palavras, como os pagãos, pois julgam que, pelo seu muito falar, serão ouvidos”.

 

A interpretação deste texto de São Mateus não é entretanto a que os protestantes lhe dão. Ele significa simplesmente que a eficácia da oração não decorre da loquacidade, mas sobretudo das boas disposições do coração. As disposições sendo boas, em princípio, quanto mais se reza, melhor! E o próprio Jesus Cristo Nosso Senhor deu o exemplo de uma oração longa e repetitiva no Horto das Oliveiras, quando, prostrado com o rosto em terra, rezou por mais de uma hora, dizendo: Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice; mas não se faça a minha vontade, e sim a vossa (cf. Mt 26, 39-44; Lc 22, 41-45).

 

Quanto à necessidade da insistência na oração, no Evangelho de São Lucas (11, 5-8) se lê a impressionante lição do Divino Mestre: “Se algum de vós tiver um amigo, e for ter com ele à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, porque um meu amigo acaba de chegar a minha casa de viagem, e não tenho nada que lhe dar; e ele, respondendo lá de dentro, disser: Não me sejas importuno, a porta já está fechada, e os meus filhos estão deitados comigo; não me posso levantar para te dar coisa alguma. E, se o outro perseverar em bater, digo-vos que, ainda que ele se não levantasse a dar os três pães por ser seu amigo, certamente pela sua importunação se levantará, e lhe dará quantos pães precisar”.

 

A reiteração de nossos pedidos a Deus deve pois chegar a esse ponto da importunação, segundo o conselho do mesmo Nosso Senhor. E por aí se vê como os protestantes, abandonando a sabedoria da Igreja e arrogando-se o direito ao livre exame, se afastam da reta interpretação das Sagradas Escrituras, fazendo ilações lineares, sem levar em conta outras passagens sobre o mesmo tema, o que é indispensável para chegar ao verdadeiro sentido de todas elas.

 

 

Importunação do filho que enternece a mãe

Quanto à negação do valor do Terço, é mais uma vez o resultado da análise vesga que caracteriza toda a teologia protestante. O Terço é composto das mais sublimes orações: o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória ao Pai. Porém não se restringe à repetição mecânica dessas orações. Sua concepção é outra: enquanto os lábios proferem palavras sublimes, a mente se eleva à contemplação dos principais mistérios de nossa Fé e o coração se abrasa no amor de Deus e da Santíssima Virgem.

 

Que exercício de devoção poderia haver mais precioso do que esse? Por isso os Papas o colocam logo depois da Santa Missa e do Breviário, para os sacerdotes, e da recepção dos Sacramentos pelos leigos. O Terço é uma suave importunação que enternece o Coração da Mãe de Deus, uma aparente contradição nos termos — importunação enternecedora! — que para nós, católicos, não constitui nenhum embaraço (a Bíblia a explica), mas que não entra numa cabeça protestante. Dá pena! Sobretudo dá pena que eles não tenham Nossa Senhora por mãe. É o que de pior podia lhes acontecer.

 

 

 

Fonte: Catolicismo - Revista de Cultura e Atualidades - julho/2003

Artigo do Cônego JOSÉ LUIZ VILLAC
www.catolicismo.com.br

 

 

 

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