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Pastoral da Saúde

 

 

 

 

Vivemos hoje num mundo onde quase tudo tende a se tornar descartável, inclusive as pessoas. Quase ninguém mais quer saber de estar perto de um enfermo, de um idoso, principalmente. Apesar de todos os avanços conquistados nas diversas ciências, sobretudo na medicina, os doentes e idosos estão se tornando cada dia mais excluídos do convívio social.

Como cristãos que somos, precisamos ir ao encontro dessas pessoas que sofrem, para ajudar, oferecer amizade, fazer companhia, dizer uma palavra de conforto que as ajude a resgatar a esperança de dias melhores. É nisto que consiste o mandamento máximo de Jesus: "Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei".

São muitos os enfermos que somente com a presença de um Agente da Pastoral da Saúde, pela unção dos enfermos, recobram um pouco da sua dignidade de vida, já não se percebendo mais excluídos, esquecidos da sociedade e muitas vezes até da própria família. São muitos os marginalizados que se sentem melhor, menos excluídos, quando são tratados com um mínimo de solidariedade, amor, fraternidade.

 

 

 

 

A Pastoral da Saúde

A Pastoral da Saúde representa a atividade desempenhada pela Igreja no setor da saúde, é expressão de sua missão e manifesta a ternura de Deus para com a humanidade que sofre. A Igreja, ao meditar a parábola do bom samaritano (cf. Lc 10,25-37), entende que não é lícito delegar o alívio do sofrimento apenas à medicina, mas é necessário ampliar o significado desta atividade humana.

A Pastoral da Saúde foi compreendida em Aparecida como sendo "a resposta às grandes interrogações da vida, como o sofrimento e a morte, à luz da morte e ressurreição do Senhor". E empenha-se em evangelizar com renovado ardor missionário no mundo da saúde, e contribuir para a construção de uma sociedade justa e solidária, a serviço da vida. Esta pastoral ainda procura oferecer oportunidade ao assistido, para refletir acerca da base valorativa de sua existência, e iluminá-lo com a luz de Cristo, sugerir formas criativas para bem viver, e ainda conviver com um dos maiores temores da humanidade: a enfermidade.

No Brasil, esta Pastoral conta com cerca de 80 mil agentes voluntários, grandes motivadores deste trabalho de evangelização. Ela se constitui em entidade de ação social, vinculada à CNBB, como sociedade cívico-religiosa, sem fins lucrativos, reconhecida oficialmente, desde 09/05/1986, como Pastoral Social, organizada por tempo indeterminado, conforme seus Estatuto e Regimento Interno.

Seu objetivo geral é promover, educar, prevenir, cuidar, recuperar, defender e celebrar a vida ou promover ações em prol da vida saudável e plena de todo o povo de Deus, tornando presente, no mundo de hoje, a ação libertadora de Cristo na área da saúde. Sua atuação é em âmbito nacional e de referência internacional.

Esse trabalho evangelizador atua em três dimensões, sempre em consonância com as Diretrizes de Ação da CNBB. São elas: solidária, comunitária, político-institucional.

Pela construção de uma sociedade solidária, o enfermo, em seu leito de dor e angústia, necessita do apoio solidário. Os agentes, inspirando-se nas ações de Jesus, fazem chegar a estes irmãos o consolo do próprio Senhor, o Bom Samaritano.

Pela dimensão comunitária, a Pastoral da Saúde desenvolve ações de caráter educativo e preventivo para toda a comunidade em relação às enfermidades comuns. É uma educação para a saúde, que valoriza a sabedoria e a religiosidade popular, promovendo encontros educativos sobre temas e assuntos referentes a hábitos e estilos de vida saudáveis.

A dimensão político-institucional visa conscientizar o cidadão brasileiro de seus direitos e deveres no Sistema de Saúde, através da participação efetiva dos agentes nos Conselhos de Saúde, em âmbito local, municipal, estadual e nacional. Entre as ações desta dimensão também consta a aproximação com instituições de ensino e de saúde, para mostrar-lhes a importância da formação dos futuros profissionais com autênticos valores humanos e hábitos saudáveis de vida.

Entre os grandes desafios da Pastoral da Saúde, nos dias de hoje, destaca-se o de ampliar a concepção de cuidados devidos aos doentes. O avanço das técnicas médicas propiciou grande evolução no tratamento das doenças. No entanto, há o perigo de se submeter a vida à técnica, trazendo alguns problemas como a fertilização assistida, o aborto eugênico, a distanásia e a eutanásia, e sobretudo o perigo de se descuidar do devido calor humano àquele sofre.

Notas:

Fertilização assistida ou fertilização in vitro, conhecida popularmente como "bebê de proveta", é um processo no qual o óvulo é fertilizado pelo espermatozóide fora do útero da mulher, ou seja, em laboratório, in vitro.

Aborto eugênico é um tipo de aborto preventivo executado em casos em que há suspeita de que a criança possa nascer com defeitos físicos, mentais ou anomalias, implicando em uma técnica artificial de seleção do ser humano.

Distanásia (do grego "dis", mal, algo mal feito, e "thánatos", morte) é etimologicamente o contrário da eutanásia. Consiste em atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os meios proporcionados ou não, ainda que não haja esperança alguma de cura, e ainda que isso signifique infligir ao moribundo sofrimentos adicionais e que, obviamente, não conseguirão afastar a inevitável morte, mas apenas atrasá-la algumas horas ou dias, em condições deploráveis para o enfermo. A distanásia também é chamada "intensificação terapêutica", ainda que seja mais correto denominá-la de "obstinação terapêutica".

Eutanásia é uma forma de apressar a morte de um doente incurável, sem que o mesmo sinta dor ou sofrimento. A ação é praticada por um médico com o consentimento do doente ou da sua família.

Na Carta Apostólica Salvifici doloris vemos uma bela interpretação da atuação paradigmática de Cristo junto aos doentes: "Cristo ensinou ao homem, ao mesmo tempo, a fazer o bem com o sofrimento e a fazer o bem a quem sofre".

Fazer o bem, dentre as ações a serem desenvolvidas pela Pastoral da Saúde, inclui também fomentar a participação da comunidade no controle social das políticas públicas. Esta ação significa a cooperação estreita da sociedade civil e organizada na condução das políticas públicas, pelas vias já asseguradas pela Constituição, nos Conselhos de Saúde ou nas Conferências de Saúde.

 

Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Campanha da Fraternidade 2012: Texto-Base. Brasília: Edições CNBB, 2011. P.94.

 

 

 

 

Os Agentes da Pastoral da Saúde

Na Igreja, comunidade sanadora, todos têm o encargo de agentes de pastoral. Os agentes da pastoral da saúde são os discípulos missionários de Jesus Cristo e de sua Igreja, envolvidos em sua missão de cura e de salvação. São eles: o bispo, os presbíteros, os capelães, os diáconos, os religiosos e as religiosas, e todos os leigos, porque "a missão de ser testemunhas do amor de Deus através da proximidade, do diálogo, da oração, do acompanhamento e exercício da caridade é a de todo batizado e, de maneira especial, dos que professaram o carisma da misericórdia".

No entanto, os profissionais de saúde cristãos, católicos (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais...) são os agentes naturais da pastoral da saúde. Deveriam ser convidados a assumir evangelicamente sua profissão, bem como liderança nas comunidades onde atuam nesta questão da saúde. Para se atuar nesta área, com eficácia, é preciso ter a formação especializada que eles têm. Neste sentido, temos um grande desafio pela frente. Tais profissionais devem ser exortados a assumirem o protagonismo pastoral na área da saúde, sendo animados a continuarem a missão de Jesus, assim expressa: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (cf. Jo 10,10).

Nas novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, encontramos recomendações importantes para aqueles que se dedicam ao serviço à vida:

a) defender e promover a dignidade da vida humana em todas as etapas da existência, desde a fecundação até a morte natural;

b) tratar o ser humano como fim e não como meio, respeitando-o em tudo que lhe é próprio: corpo, espírito e liberdade;

c) tratar todo ser humano sem preconceito nem discriminação, acolhendo, perdoando, recuperando a vida e a liberdade de cada pessoa, tendo presente as condições materiais e o contexto histórico, social, cultural em que cada pessoa vive".

Que estas diretrizes inspirem os profissinais da saúde a empreenderem atitudes concretas em prol da defesa, do cuidado e da promoção do imprescindível valor da vida, neste mundo marcado por tantos sinais de morte e inúmeras formas de exclusão.

Salientamos, também, que no imenso campo da Saúde Pública, encontramos uma multidão de profissionais de diversos credos que, com exemplar dedicação aos enfermos, suprem as deficiências que permeiam o sistema. A Igreja aproveita esta ocasião para manifestar seu agradecimento a todas estas pessoas que desenvolvem seu trabalho como  verdadeiros apóstolos, nas mais distintas regiões de nosso país, ao mesmo tempo em que os incentivamos a continuar seus trabalhos na certeza de que essas ações de amor e solidariedade fazem chegar aos pobres e sofredores a presença misericordiosa de Cristo.

 

Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Campanha da Fraternidade 2012: Texto-Base. Brasília: Edições CNBB, 2011. P.99.

 

 

 

 

Maria, Saúde dos enfermos,

a ação da Igreja na saúde

No Evangelho, a cura do corpo é sinal da purificação mais profunda, que é a remissão dos pecados (cf. Mc 2,1-12). "Neles se manifesta a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, ao transformá-los em portadores da Boa Nova do Reino". Contemplando as ações de Jesus, a Igreja alarga o conceito de doença: se Jesus cura alguma moléstia do corpo, o faz para conceder uma libertação ainda maior à pessoa curada. Ele a cura de seus pecados, para que ela assuma seus valores e reproduza suas ações de amor fraterno e dedicação aos outros pelo cuidado e serviçol

Nesse sentido, nosso Papa Bento XVI lembra a toda a Igreja: "não admira que Maria, Mãe e modelo da Igreja, seja evocada e venerada como 'Salus infirmorum', 'Saúde dos enfermos'. Como primeira e perfeita discípula do seu Filho, Ela demonstrou sempre, acompanhando o caminho da Igreja, uma solicitude especial para com os sofredores".

O ser pleno de graça de Maria Santíssima (cf. Lc 1,28), nova arca da aliança, plena do Espírito de Deus e primeira e perfeita discípula do seu Filho, sempre demonstrou especial solicitude para com os sofredores. Esta afirmação é respaldada por inúmeras pessoas que constantemente acorrem aos Santuários marianos para invocar a Mãe do Salvador e, em sua maternidade, recobrarem a força e experimentarem o consolo. No Santuário de Aparecida, Maria distribui inúmeros benefícios ao povo brasileiro, especialmente aos doentes. É importante também mencionar o Santuário de Lourdes, na França, lugar escolhido por Maria para manifestar sua solicitude maternal pelos enfermos.

Na narrativa da visitação e no apoio de Maria a Isabel, que vivia uma situação de gravidez de risco, pela idade avançada, vemos prefigurada toda a ação da Igreja em favor da vida que tem necessidade de cuidado. A exemplo de Maria, "a Igreja conserva dentro de si mesma os dramas do homem e a consolação de Deus, mantendo-os unidos ao longo da peregrinação da história".

Em sua história, a Igreja gestou inúmeros homens e mulheres de fé, que depuseram sua esperança em Deus e, empenhando-se como Maria, serviram aos irmãos necessitados. São santos e santas da caridade. Alguns, incontestavelmente, despenderam a própria vida no meio dos doentes e sofredores, como Camilo de Lellis e João de Deus. A Igreja no Brasil também pode louvar a Deus pela vida de Santa Paulina, Beata Irmã Dulce e Frei Galvão, agora Santo, cujas vidas foram integralmente dedicadas aos doentes, pobres e sofredores.

No seio da Igreja, a manifestação do amor do Pai em Cristo, em sua oferta na cruz, liberta e inspira os discípulos missionários na aceitação do sofrimento como participação no sacrifício do Redentor. Este fato tem suscitado, em meio aos dramas da vida, ações de graças naqueles que aprenderam a confiar na obra redentora de Deus. Assim, a Igreja pode lançar, a partir de grandes testemunhos, uma luz sobre a doença e o sofrimento, tão oportuna no contexto de uma sociedade que tem muitas dificuldades em aceitar e viver esta realidade.

Nesse sentido, atentemos para o que disse o Papa Bento XVI: "a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre".

 

Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Campanha da Fraternidade 2012: Texto-Base. Brasília: Edições CNBB, 2011. P.90.

 

 

 

 

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