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Párocos

Párocos que passaram pela Paróquia N. Sra. do Carmo desde

sua Fundação em 1870 como antiga Paróquia de Santa Cruz

 

1º Pároco:

Padre Francisco de Abreu Sampaio - de 1870 a 1887

 

2º Pároco:

Cônego João Baptista Corrêa Nery - de 1887 a 1894

 

3º Pároco:

Cônego Scipião Ferreira Goulart Junqueira - de 1894 a 1897

 

4º Pároco:

Padre Manoel Ribas d’Ávila - de 1897 a 1904

 

5º Pároco:

Cônego Francisco de Campos Barreto - de 1904 a 1911

 

6º Pároco:

Cônego Octávio Chagas de Miranda - de 1911 a 1915

 

7º Pároco:

Monsenhor Manoel Ribas d´Avila - de 1916 a 1919

 

8º Pároco:

Cônego Samuel de Oliveira Fragoso - de 1919 a 1924

 

9º Pároco:

Cônego Dr. Idílio José Soares – de 1924 a 1932

 

10º Pároco:

Cônego Francisco Borja do Amaral - de 1932 a 1941

 

11º Pároco:

Cônego Aniger Melillo - de 1941 a 1943

 

12º Pároco:

Monsenhor Rafael Roldan - de 1943 a 1948

 

13º Pároco:

Monsenhor Lázaro Mütschele - de 1949 a 1963

 

14º Pároco:

Monsenhor Geraldo Azevedo - de 1963 a 2000

 

15º Pároco:

Dom Pedro Carlos Cipolini - de 2000 a 2010

 

16º Pároco:

Cônego Jeronymo Antonio Furian - Pároco atual

Assumiu a Paróquia em 02/10/2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1º Pároco

Padre Francisco de Abreu Sampaio - de 1870 a 1887.

Filho de Campinas, onde gozava de geral estima, o Padre Sampaio veio a ser pároco na própria igreja onde recebera as águas lustrais do batismo.

Deixamo-lo empenhado nas obras da restauração do templo. Feito o que era de maior urgência, foram reconduzidas à matriz velha (hoje Basílica do Carmo) as sagradas relíquias que o Ex-Vigário fizera retirar, e a vida paroquial retomou o seu ritmo normal. Não há precisão com relação à data em que foi celebrada, na ex-Matriz da Conceição (hoje Basílica do Carmo), a primeira missa da sua nova fase. Diz apenas que o Padre Sampaio, mais conhecido por Padre Chico, tendo sido nomeado Vigário de Santa Cruz a 04 de maio de 1870, tomou posse no dia 28.

Pela lei provincial nº 85, de 18 de abril de 1870, haviam sido estabelecidas as divisas entre as duas paróquias, divisas que deveriam ser modificadas no ano seguinte. Boas divisas, bons vizinhos, sentencia o rifão. Se este adágio encerrasse uma verdade infalível, poder-se-ia esperar que os fiéis das duas paróquias, dada a comunidade de suas crenças, vivessem sempre em perfeita paz. Tal perspectiva, entretanto, é bela em demasia para se enquadrar nos moldes da humana contingência.

O Padre Souza e Oliveira, que sempre se mostrou contrário à divisão da paróquia, conservava certa animosidade contra os paroquianos de Santa Cruz e o respectivo Vigário. E como ele tinha certos partidários bastante imprudentes, necessário se tornou proibir o trajeto das procissões de uma paróquia nos domínios da outra. Sem tal providência, os conflitos se tornariam inevitáveis, pois o Padre Chico também tinha partidários extremados, e ele próprio não era desses que, na gíria do povo, "engeitam brigas". Tinha predicados excelentes, mas era enérgico e irritadiço.

Em 1873, já São Paulo tinha novo Bispo, o Sr. D. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho. Em meados daquele ano, fez Sua Excia. uma Visita Pastoral a Campinas, aqui chegando a 26 de junho. Visitou primeiramente a matriz da Conceição, ainda no Rosário, e sua demora aqui não foi pequena, pois o termo de sua visita à matriz de Santa Cruz é datado de 06 de agosto. Parece que a longa estadia de D. Lino em Campinas não teve outro desígnio senão apaziguar os ânimos. Se assim foi, o seu êxito foi completo, pois desde então a nova paróquia teve a paz necessária para o seu desenvolvimento ulterior.

O Padre Francisco de Abreu Sampaio solicitou da Autoridade Policial a licença para cobrir de novo o edifício, mas ele foi muito além: mudou o forro da igreja, de pano para madeira; encetou e concluiu a fatura das tribunas da capela-mór, primitivamente simuladas e mandou vir um pequeno órgão. Parece que houve posteriormente outras obras e que, numa das novas reformas, o edifício foi acrescido com um novo lanço; mas o livro do tombo da nova paróquia não faz menção desses melhoramentos. Aliás, todas as reformas levadas a efeito não deviam ser mais que meros paliativos. O templo não obedecia a qualquer ordem arquitetônica. Suas paredes eram de taipa socada e de uma espessura tal que reduzia consideravelmente a capacidade do recinto.

O Padre Sampaio era político como seus antecessores, pois a carreira dos párocos, dada a união da Igreja e do Estado,muito dependia da situação em que eles estavam em face do Governo. Benedicto Octavio dá a entender que ele não era somente um Vigário "ranzinza": era intransigente, irredutível em matéria de disciplina; mas animado de um real espírito de justiça, conseguiu ver a sua autoridade sempre acatada. A aquisição do órgão serve ainda para mostrar que ele não era desses padres jansenistas, tão comuns outrora, que desconheciam a função educativa da liturgia e da música sacra.

Vindo a adoecer gravemente nos últimos tempos, o Padre Francisco de Abreu Sampaio teve como substituto o novel levita Padre João Baptista Corrêa Nery, que entrou em exercício em 1º de fevereiro de 1887. O primeiro Vigário de Santa Cruz veio a falecer a 06 de setembro de 1889. Tinha então 70 anos e o seu paroquiato havia durado mais de 18.

Fonte:

Monografia histórica elaborada por um terceiro carmelitano, para comemorar o segundo centenário da cidade. Pró Aris et Focis - Da matriz velha da Conceição à nova matriz do Carmo - 1739 a 1939. Campinas: Livraria Jurídica, 1986 (reimpressão histórica).

 

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2º Pároco

Cônego João Baptista Corrêa Nery - de 1887 a 1894

(posteriormente Bispo do Espírito Santo, Pouso Alegre e 1º Bispo de Campinas).

 

Nasceu em Campinas em 06 de outubro de 1863. Foram seus pais Benedito Corrêa de Morais e D. Maria do Carmo Neves. Durante sua infância, viveu em um sítio em Itatiba e, retornando a Campinas em 1871, ingressou no número de coroinhas do padre Joaquim José Vieira, na igreja da Santa Casa de Misericórdia e desde 1874 cursou o colégio "Culto à Ciência" desta cidade. Entrou no seminário de São Paulo a 4 de outubro de 1880 e seis anos mais tarde, na capela do Seminário, recebia o presbiterado, com dispensa de idade, ordenado pelo bispo de São Paulo Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho. Celebrou sua primeira missa na Matriz de Santa Cruz em Campinas e, devido ao estado de saúde do vigário Francisco de Abreu Sampaio, foi nomeado pró-pároco a 1º de abril de 1887 e em 12 de fevereiro de 1888, vigário de freguesia, cargo que ocupou após a morte do padre Francisco. Aos 26 anos, padre Nery já era Cônego em Campinas; em 1894, bispo de Espírito Santo; em 1901, bispo de Pouso Alegre, Sul de Minas; e em 1908, primeiro Bispo de Campinas, tomando posse em 1º de novembro desse ano. Entre 1916 e 1920, foi seu Bispo auxiliar Dom Joaquim Mamede da Silva Leite.

 

Como vigário na Matriz da Santa Cruz, hoje Paróquia Nossa Senhora do Carmo, padre Nery dedicou-se a restabelecer a vida religiosa da cidade, restaurando o culto católico e as práticas religiosas. Também, com a criação da Escola Paroquial de Santa Cruz, uma de suas mais belas obras, incentivou como professor e como padre, não apenas o ensino mas também o despertar da vocação para o sacerdócio entre os meninos que a freqüentavam. Nesta escola estudaram Francisco de Campos Barretos, Joaquim Mamede da Silva Leite, Samuel Fragoso, João Martins Ladeira, José Ladeira e Otávio Chagas de Miranda, que futuramente se projetariam na vida religiosa da cidade e do país.

 

Foi também fecundo seu trabalho fundando Associações Católicas, criando Irmandades e Sociedades de cultura religiosa, de piedade e caridade, tais como a Conferência Vicentina da Santa Cruz, jornais católicos, como A Verdade e o Círculo Católico São José e instituindo festas religiosas, como o mês de Maria, promovendo desta forma uma maior participação do povo campineiro na vida religiosa da cidade.

 

Em 1889, uma grave epidemia de febre amarela flagelou a cidade, alastrando-se rapidamente durante  os primeiros meses desse ano. As lembranças dessa epidemia estão registradas em inúmeras obras sobre a cidade, que descrevem o impacto sobre a população que se reduziu enormemente devido às mortes e ao abandono da cidade. Padre Nery, nesse quadro desolador, levava o socorro religioso aos doentes e o conforto aos familiares, mas preocupava-se sobretudo com as crianças órfãs e com as viúvas. Para essas crianças, fundou o Liceu de Artes e Ofícios, no bairro de Taquaral, origem do atual Colégio dos Salesianos, o Liceu de Nossa Senhora Auxiliadora, com o que arrecadava das esmolas e donativos que recebia.

 

Em 1894, foi transferido para a nova paróquia de nossa cidade, a Matriz da Conceição. Porém, pouco tempo depois, em 1895, o Papa Leão XIII nomeou-o Bispo de Espírito Santo, onde se dedicou às visitas pastorais e à catequese dos índios botocudos. Em 1901, Dom Nery foi novamente transferido para a recém criada Diocese de Pouso Alegre, no Sul de Minas, onde exerceu o Bispado, até sua nomeação para Campinas, em 1901. Efetivamente, no dia 7 de junho de 1908, o Papa Pio X criou o Bispado de Campinas e nomeou Dom Nery Bispo da recém criada Diocese.

 

De retorno à sua cidade natal, em agosto de 1908, como bispo, Com Nery retomou sua antiga preocupação com o ensino para os pobres e com a a propagação da fé. Para levar adiante o primeiro propósito, criou o Ginásio Diocesano e o Seminário Santa Maria, uma Escola Agrícola gratuita que funcionava junto ao Liceu N. Sra. Auxiliadora e mantida pela Associação Agrícola de Educação e Assistência, a Creche "Bento Quirino" e o Colégio Coração de Jesus.

 

Em 1909, criou o Cabido Diocesano integrado por dez sacerdotes escolhidos em função de suas qualidades morais e intelectuais e para a propagação da doutrina católica fundou O Mensageiro, mais tarde chamado A Tribuna, de conteúdo católico, que circulava semanalmente e servia como canal de comunicação com a sociedade campineira. Sua primeira pastoral foi dedicada às obras sociais. Também realizou numerosas visitas à diocese e promoveu o Congresso Católico Diocesano, em 1911, por ocasião de seus vinte e cinco anos de sacerdócio. Nessa ocasião, escreveu uma Carta Pastoral que, junto à famosa Carta Pastoral de Despedida da Diocese de Espírito Santo (1901) e a Carta Pastoral de Despedida da Diocese de Pouso Alegre e Campanha, foi motivo de sua indicação para o Instituto Histórico Brasileiro e do Estado, cargos que não chegou a assumir.

 

Novamente, em 1918, a cidade foi flagelada por outra epidemia, da "gripe espanhola", que vitimou muitos campineiros. Dom Nery, tal como o fez nos tempos da febre amarela, não poupou esforços para auxiliar a população, fazendo distribuição gratuita de leite e alimentos às famílias carentes e habilitando o Ginásio Diocesano para ser utilizado como hospital de emergência.

 

A morte relativamente prematura, à idade de 57 anos, encerrou uma vida dedicada à prática cristã e à propagação da fé. Dom Nery, expressão de uma época, faleceu na manhã de 1º de fevereiro de 1920.

 

Fonte:

Vários Autores. Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história. Campinas: Komedi, 2004.

 

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3º Pároco

Cônego Scipião Ferreira Goulart Junqueira - de 1894 a 1897

(Padre Roberto Landell de Moura[1] foi seu coadjuntor).

O Cônego Scipião Ferreira Goulart Junqueira foi pároco na matriz nova (hoje Catedral) de 1885 a 1894. Como seu colega de Santa Cruz (hoje Basílica do Carmo), teve de enfrentar as agruras da febre amarela, na qual prestou também assinalados serviços. Já então bastante idoso, sentiu-se esgotado no final dessa tremenda crise, e por isso resolveu trocar a sua paróquia pela outra, que se lhe afigurava menos trabalhosa. Mas além de debilitado, ele sentia-se doente e, em busca de melhoras, retirou-se para a região de beira-mar. O governo da Diocese nomeou, então, o Padre Roberto Landell de Moura pároco de Santa Cruz.

Simples substituto, o Pe. Landell não quis, em sua gestão, tomar iniciativas de vulto. Em matéria de melhoramentos do edifício da matriz, limitou-se a mandar dourar o púlpito, as tribunas e todos os altares. Aproveitando uma rápida aparição do Cônego Scipião em Campinas, inaugurou aquelas obras em fins de 1896. Não devia continuar aqui, pois a 4 de janeiro de 1897, tomava posse um novo pró-paroco, o Padre Manoel Ribas d'Avila. Tendo falecido o Cônego Scipião a 6 de fevereiro do mesmo ano, foi o Padre Ribas nomeado Vigário encomendado de Santa Cruz.

Fonte:

Monografia histórica elaborada por um terceiro carmelitano, para comemorar o segundo centenário da cidade. Pró Aris et Focis - Da matriz velha da Conceição à nova matriz do Carmo - 1739 a 1939. Campinas: Livraria Jurídica, 1986 (reimpressão histórica).

 

Nota:

1. O padre e cientista Roberto Landell de Moura é considerado um dos vários "pais" do rádio, no caso o "pai brasileiro do Rádio". Foi pioneiro na transmissão da voz humana sem fio (radioemissão e telefonia por rádio) antes mesmo que outros inventores. Pelo seu pioneirismo, é o patrono dos radioamadores do Brasil. Para saber mais sobre o Pe. Landell: clique aqui.

 

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4º e 7º Pároco

Padre Manoel Ribas d’Ávila

1897 a 1904    e    1916 a 1919

Nasceu a 14/04/1869 em Campinas, filho de Manoel Ribas de Ávila e de Dona Maria da Silva Aranha. Pelo lado de seus avós paternos, Antônio Joaquim Ribas e sua segunda esposa, Rita Maria de Jesus, era descendente dos fundadores de Campinas;

Foi batizado na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Campinas, no dia 08/05/1869. Fez o curso primário nesta cidade. Matriculado no Seminário Provincial de São Paulo a 08/04/1888 até 1892, foi ordenado Sacerdote em São Paulo, em 30/10/1892, por Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho. Teve como colega de ordenação o Padre Duarte Leopoldo e Silva que, mais tarde, tornar-se-ia o primeiro Arcebispo de São Paulo. Em 04/01/1897, foi nomeado Pró-Pároco da Paróquia de Santa Cruz, em Campinas, por um ano. Com a morte do Cônego Scipião Ferreira Goulart Junqueira, foi nomeado Pároco Encomendado. Por essa ocasião, trouxe para Campinas os Missionários do Coração de Maria, para a Igreja do Rosário. Em 19/12/1904, foi nomeado Reitor do Colégio Diocesano de São Paulo, por Dom José de Camargo Barros, por três anos. Foi então elevado a Cônego colado da Sé Paulopolitana, confirmado pela Santa Sé em 19/01/1906. Em 28/08/1907, Dom Duarte o nomeia para a Paróquia da Santíssima Trindade, por um ano, voltando em seguida para Campinas, a fim de participar da instalação da nova Diocese. Em 03/11/1909, tornou-se Secretário do Bispado. Em 01/06/1916, volta novamente a ser Pároco da Matriz de Santa Cruz até 1919, quando por problemas de saúde, renunciou. Com a posse de Dom Barreto em 1921, foi nomeado Arcipreste do Cabido e Juiz Pró-Sinodal. De 1927/1928, foi professor do Ginásio Diocesano Santa Maria de Campinas e, em 1936, retirou-se para a Arquidiocese de São Paulo, nomeado confessor dos alunos do Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga, passando a residir no asilo de São Vicente de Paulo, à Rua Turiassu, onde dava assistência aos internados, vindo a falecer no dia 15/01/1944.

Dom Paulo de Tarso Campos, Arcebispo de Campinas, solicitou que fosse sepultado nesta cidade, no Cemitério da Saudade. Foi um dos grandes oradores sacros de seu tempo. Poliglota, exímio professor e amigo dos pobres, legando dados de seus bens à Sociedade de São Vicente de Paulo de Campinas, em testamento lavrado no 3º Tabelionato a 13/09/1933. Em reconhecimento a esse tão grande filho desta terra, a Câmara Municipal deu seu nome à Praça situada entre as ruas Sacramento, Coelho Neto, Barata Ribeiro e Álvaro Müller, no Jardim Guanabara, na qual está situada a Matriz de São Paulo Apóstolo.

Fonte:

Vários Autores. Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história. Campinas: Komedi, 2004.

 

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5º Pároco

Cônego Francisco de Campos Barreto - de 1904 a 1911

(posteriormente Bispo de Pelotas e 2º Bispo de Campinas)

Nasceu no dia 28 de março de 1877, no antigo Arraial dos Souzas, município de Campinas. Seus pais, Joaquim de Campos Barreto e Gertrudes Ludovina de Morais mudaram-se para Campinas quando Francisco era ainda criança, facilitando, assim, seu ingresso na Escola Paroquial da Matriz da Santa Cruz, criada pelo Pe. João Nery. Seus estudos eclesiásticos foram iniciados muito cedo, à idade de treze anos, e realizados no Seminário Episcopal de São Paulo.

Foi ordenado sacerdote aos 23 anos, a 22 de dezembro de 1900, na velha Sé de São Paulo, por Dom Antônio Cândido de Alvarenga, e pouco tempo depois já era Pároco de Americana que, por essa época, era uma pequena vila do município de Campinas. Três anos mais tarde, retornava ao Arraial dos Souzas como Vigário da Igreja Matriz. Em sua curta permanência, tratou de reativar as relações entre os fiéis e a paróquia, restaurou o templo, reanimou a vida religiosa e colaborou para a criação da Diocese de Campinas.

Em 1904, foi nomeado Vigário da Matriz da Santa Cruz (hoje Paróquia Nossa Senhora do Carmo), em Campinas, em substituição de Monsenhor Ribas d'Avila. Em 9 de março de 1908, foi nomeado Monsenhor Camareiro Secreto Extra Numerário de S.S. o Papa Pio X, e nesse mesmo ano foi nomeado por Dom Nery como Cônego Arcipreste do Cabido Diocesano, Examinador Pró-Sinodal e dos Sacerdotes Novos e Substituto do Presidente do Tribunal Eclesiástico.

Como vigário da Matriz da Santa Cruz de Campinas, Pe. Francisco desenvolveu uma ativa vida religiosa, buscando introduzir algumas reformas na condução de sua paróquia. Fundou a União de Santo Agostinho, a Associação das Mães Cristãs, a Liga do Menino Jesus, a Venerável Ordem Terceira do Carmo, iniciou a publicação de uma pequena folha, o Mensageiro Paroquial, e escreveu o livro A Igreja Católica e o protestantismo perante a Bíblia.

Em 1911, foi eleito Bispo da recém criada Diocese de Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde ficou durante nove anos, realizando numerosas visitas pastorais, trazendo várias Congregações e reorganizando a vida religiosa da Diocese.

Com o falecimento de Dom Nery, em 1º de fevereiro de 1920, retornou a Campinas e foi nomeado pelo Papa Bento XV, pelo ato de 30 de junho desse ano, como seu Sucessor, onde permaneceu por vinte anos. Em 1926, foi honorificado com os títulos de Assistente ao Sólio Pontifício, Prelado Doméstico de S. Santidade e Conde Romano. Em 30 de agosto de 1940, foi-lhe conferido o título de Comendador da Coroa da Itália.

Como Bispo de Campinas, convocou o Sínodo Diocesano de 1928, reorganizou a Cúria e construiu um novo prédio para o Seminário Diocesano, localizado à Avenida da Saudade. Também deu nova Constituição à Congregação das Irmãs Franciscanas do Imaculado Coração de Maria, que transferiu de Piracicaba para Campinas, construindo para elas o Colégio Ave Maria. Fundou do Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado, reformou a Catedral e construiu um novo Palácio Episcopal, a Academia de Comércio São Luiz. Deu incentivo à criação de paróquias e de matrizes, bem como a criação de várias Vigararias Forâneas.

Ainda fundou asilos e casas religiosas destinadas à educação dos jovens. Publicou 15 cartas pastorais e ordenou 52 padres. Foi o precursor da Ação Católica em Campinas e o idealizador da Universidade Católica.

Faleceu em Campinas, aos 64 anos, no Palácio Episcopal, a 22 de agosto de 1941. Seu corpo foi sepultado na Catedral e, posteriormente, trasladado para a Casa de Nossa Senhora das Irmãs Missionárias, na Avenida da Saudade, onde está sepultado em uma Capela Particular.

Fonte:

Vários Autores. Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história. Campinas: Komedi, 2004.

 

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6º Pároco

Cônego Octávio Chagas de Miranda - de 1911 a 1915

(posteriormente Bispo de Pouso Alegre)

Tomou posse a 23 de julho de 1911. Do livro do tombo se colhe que, durante o seu paroquiato, a matriz de Santa Cruz (hoje Basílica do Carmo) continuou a ser um centro de grande atividade espiritual. Como índice do movimento religioso, podem ser citadas as bênçãos solenes de duas imagens que ali existem, a de Santa Filomena, oferecida pela paroquiana D. Francisca de Camargo Andrade, e a de Santa Tereza, adquirida por iniciativa de duas Terceiras Camelitanas - D. Gertrudes Leonisia de Barros e D. Laudelina de Magalhães.

Construiu a capela de Santa Filomena, solenemente inaugurada a 5 de novembro de 1915. Contudo, a reforma de maior tomo levada a efeito pelo Cônego Octavio foi o levantamento de platibandas nas paredes que formam o corpo da igreja. Era essa uma obra indispensável, depois da remodelação do frontispício, feita pelo seu antecessor.

O 6º Vigário mandou ainda fazer a pintura interna e externa do edifício e, com todos esses melhoramentos, deve ter dispendido quantia pouco inferior a 20 contos de réis. Felizmente a Matriz foi beneficiada, nessa época, com dois donativos e dois legados. O primeiro donativo de 5 contos de réis feito pelo Sr. Antonio Egydio NOgueira; o segundo , de 2 contos, foi feito por D. Sophia Soares de Azevêdo, constituído por dois ricos vasos de Sèvres. O principal legado foi do benemérito campineiro Bento Quirino do Santos, que em seu testamento contemplou a Matriz de Santa Cruz com bela quantia de 20 contos de réis. O outro legado foi constituído por 4 ações da Mogyana, deixa de D. Guilhermina dos Santos Cruz.

Pároco da Santa Cruz por 5 anos, o Cônego Octavio Chagas de Miranda, como o seu antecessor, foi elevado ao Episcopado como Bispo de Pouso Alegre. Teve ele, assim, o merecido galardão de seus trabalhos.

Fonte:

Monografia histórica elaborada por um terceiro carmelitano, para comemorar o segundo centenário da cidade. Pró Aris et Focis - Da matriz velha da Conceição à nova matriz do Carmo - 1739 a 1939. Campinas: Livraria Jurídica, 1986 (reimpressão histórica).

 

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8º Pároco

 Cônego Samuel de Oliveira Fragoso - de 1919 a 1924

Natural de Campinas (1879) e ordenado em Pouso Alegre em 1902, também veio com Dom Nery para prestar serviços na Nova Diocese como "Mestre de Cerimônias", desde 1908. Entre outros encargos, foi vigário de Araras e primeiro Pároco de Capivari. Em 1925, deixa a Diocese de Campinas, renunciando ao Canonicato. Faleceu no Rio de Janeiro em 06/06/1933.

Assumiu o exercício em 31 de janeiro de 1919. Inaugurou a 20 de janeiro de 1920 o serviço de iluminação das duas torres, obtido gratuitamente a seu pedido. Sua passagem ficou assinalada também pela substituição do assoalho antigo por um ladrilho de mosaico, reforma do telhado que já vinha dos tempos do primeiro vigário e pintura externa da igreja. Foi pároco até outubro de 1924. 

Fonte:

Monografia histórica elaborada por um terceiro carmelitano, para comemorar o segundo centenário da cidade. Pró Aris et Focis - Da matriz velha da Conceição à nova matriz do Carmo - 1739 a 1939. Campinas: Livraria Jurídica, 1986 (reimpressão histórica).

Vários Autores. Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história. Campinas: Komedi, 2004.

 

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9º Pároco

Cônego Dr. Idílio José Soares – de 1924 a 1932

(posteriormente Bispo de Petrolina e Santos)

Dom Idílio Soares, filho de Américo José Soares e D. Maria Emília, nasceu em Limeira, quando ainda pertencia à Arquidiocese de Campinas (SP), no dia 26 de outubro de 1887. Realizou seus estudos secundários no Seminário e Ginásio de Pouso Alegre (MG), sendo Bispo de Pouso Alegre, nessa época, Dom João Batista Corrêa Nery.

Posteriormente, por ocasião da transferência de Dom Nery para a Diocese de Campinas, o jovem Francisco cursou Humanidades e Filosofia no Seminário de São Paulo e mais tarde completou seus estudos em Roma, no Pontifício Colégio Pio Latino-Americano, e cursou Teologia na Universidade Gregoriana em Roma, onde obteve o grau acadêmico de doutor, em 1915.

Foi ordenado Presbítero a 28 de outubro de 1914, exercendo seu ministério primeiramente na Diocese de Campinas, como Vigário da Matriz Velha (atual Paróquia Nossa Senhora do Carmo), entre 1922 e 1923, quando deixou esta cidade para dirigir-se a Pirassununga, onde permaneceu por apenas um ano, entre 1924 e 1925. No entanto, seu destino seria novamente Campinas, para onde voltou desta vez como Vigário da Matriz Velha, ficando até 1932, quando foi enviado para Cruzeiro (SP), como Capelão das Forças Revolucionárias, durante a Revolução Constitucionalista de São Paulo.

Durante sua permanência em Campinas, Dom Idílio desempenhou atividades docentes no Ginásio Santa Maria e no Seminário Diocesano de Campinas, onde lecionou Filosofia e Teologia, entre 1915 e 1917, tendo sido seu Reitor entre 1917 e 1920.

Em 15 de setembro de 1932, foi nomeado Bispo Coadjutor de Petrolina, Pernambuco, com direito à sucessão, sendo sagrado em Campinas, no dia 30 de novembro, e assumindo a Diocese em 15 de janeiro de 1933. Foi em Petrolina, no sertão, onde teve que enfrentar grandes dificuldades, numa zona marcada pela pobreza e sem recursos materiais. Mesmo assim, levou adiante a construção do Seminário e do Ginásio, do Hospital Dom Malano, em homenagem ao primeiro Bispo de Petrolina, seu antecessor, e as obras da Catedral. Desta forma, cuidou de definir e estabilizar um patrimônio para as carências materiais dentro da crua realidade do sertão. Foi a esse povo que dedicou todos seus esforços durante os dez anos de seu Bispado.

Em 1943, foi transferido para a Diocese de Santos, onde tomou posse no dia 19 de setembro, ficando até 1966. Ali se destacou pelo trabalho desafiante de uma cidade portuária, turística e pólo de desenvolvimento econômico, que convivia com a pobreza, comunicações precárias,carência de clero e com um parco patrimônio na Diocese.

Deu continuidade à Assistência ao Litoral de Anchieta (ALA), movimento iniciado por Dom Paulo de Tarso Campos. Fundou a Sociedade Visconde de São Leopoldo, mantenedora de escolas, criando a primeira faculdade nesta Baixada - a Faculdade Católica de Direito, que foi o núcleo inicial da Unisantos - Universidade Católica de Santos e, mais tarde, das Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras, Faculdade Ciências Econômicas e Comerciais e Faculdade de Comunicação. Fundou, ainda, o Seminário Diocesano "São José", para a formação do Clero.

Em sua ação pastoral, além das visitas periódicas às Paróquias do extenso litoral, que abrangia praticamente todo o litoral do Estado e algumas Paróquias na Serra, como Apiaí, Ribeira e Iporanga, Dom Idílio se posicionou contra a extrema esquerda, contra o divórcio e contra o espiritismo, publicando uma Carta Pastoral sobre o divórcio e um livro que intitulou Mensagem do Além. Fundou, ainda, o Jornal Diocesano Santos-Jornal. Promoveu a "Campanha para a Grandeza de Santos", destinada a construir o prédio da Cúria junto à Catedral, a Capela da Santa Casa, a Creche do Menino Jesus, junto à Igreja de São Judas (Santos) e a Casa de Nossa Senhora (Jabaquara).

Em 13 de dezembro de 1966, ao completar 75 anos de idade, renunciou à Diocese por orientação do Concílio Vaticano II, do qual participou na primeira sessão. Retirou-se para Campinas, onde residiu no Colégio Coração de Jesus (Paróquia de Nossa Senhora do Carmo), como Capelão, até seu falecimento, no Hospital Vera Cruz, de Campinas, aos 10 de dezembro de 1969, com 82 anos. Seus restos mortais estão sepultados na cripta da Catedral, no local que ele pessoalmente indicou em visita que aí fez 15 dias antes de sua morte.

Fonte:

Vários Autores. Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história. Campinas: Komedi, 2004.

 

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10º Pároco

Cônego Francisco Borja do Amaral - de 1932 a 1941

(posteriormente Bispo de Lorena, Bispo de Taubaté)

Dom Francisco nasceu em Campinas, a 10 de outubro de 1898. Foram seus pais Manoel Pereira do Amaral, português e D. Escolástica Toledo do Amaral, filha de Dom João Toledo Piza. Foi batizado no dia 12 de novembro de 1898, na Matriz Velha, hoje Basílica Nossa Senhora do Carmo, pelo Revmo. Pe. Manoel Ribas D'Avila e recebeu a Primeira Comunhão das mãos de Dom Francisco de Campos Barreto, Bispo desta cidade.

Seus primeiros passos em direção à vida sacerdotal tiveram início no Seminário Menor de Piracicaba, SP, entre 1910 e 1915, e no Seminário Maior de São Paulo, onde entrou em 20 de fevereiro de 1916. Em 1918, terminou o Curso de Filosofia, no Seminário Provincial de São Paulo. Recebeu a Tonsura em 1919 e começou o Curso de Teologia, em 1919. Foi ordenado em 09 de março de 1921.

Em 1922, foi nomeado Coadjutor de Itapira e, menos de um ano depois, em 1923, Vigário Cooperador de Mogi-Mirim. Antes de se tornar Bispo, Dom Francisco desenvolveu uma vida sacerdotal dedicada a seus fiéis e à ação pastoral. A 7 de maio de 1924, foi escolhido e nomeado Diretor Espiritual do Seminário Menor de Campinas. Dois anos depois, Dom Nery o promoveu a Pároco do Senhor Bom Jesus de Piracicaba, tomando posse no dia 25 de abril de 1926, promovendo a reanimação da vida religiosa da cidade. Porém, devido a problemas de saúde, foi substituído pelos padres Capuchinhos, em fevereiro de 1928, sendo removido para a Sede Episcopal em Campinas.

Em 4 de dezembro de 1928, foi empossado como Pároco na Matriz Velha de Campinas (atual Paróquia Nossa Senhora do Carmo). Em 1913, foi escolhido Cônego Catedrático do Cabido. Quando Vigário da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a Matriz Velha, Cônego Francisco Borja do Amaral a reconstruiu totalmente, fazendo dela um templo de estilo gótico. Foi nessa oportunidade, em 1939, que escreveu o livro de meditações "Maria abençoando o Brasil".

Foi nomeado Bispo de Lorena, Diocese desmembrada da de Taubaté, pelo Papa Pio XII, em 21 de setembro de 1940, recebendo a Sagração Episcopal na Catedral de Campinas, em 16 de fevereiro de 1941. Nesta nova Diocese, permaneceu durante quatro anos, intensamente dedicados à sua missão pastoral e religiosa, organizando e preparando os fiéis para o apostolado leigo, por meio da organização de associações religiosas, da Ação Católica, promovendo obras assistenciais e, entre outras realizações, promoveu na Sede Episcopal, o Congresso Eucarístico.

Em 10 de outubro de 1944, foi transferido para a Diocese de Taubaté, onde exerceu o Bispado durante trinta e três anos. Tomou posse no dia 8 de dezembro desse ano. Foi também nessa cidade onde Dom Francisco deu exemplo de fecundo apostolado, concluindo a reforma da Catedral, criando vente e uma paróquias, ordenando dezenove sacerdotes diocesanos e sessenta e seis do clero religioso. Muitas Ordens e Congregações religiosas coadjuvaram sua vida pastoral. Entre elas, as Irmãs Carmelitas e a Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, fundadora do Carmelo da SAnta Face e Pio XII, de Tremembé, que ele mesmo levou para sua Diocese.

Criou, ainda, a Cáritas Diocesana, empreendeu a construção do Cristo Redentor, fundou a Casa do Menor com doação de bens da própria Diocese, celebrou o único Sínodo Diocesano da Diocese, organizou o Congresso Mariano de 10 a 15 de agosto de 1947, além de propiciar as semanas de estudos da Ação Católica. Participou em todas as sessões do Concílio Vaticano II e foi um dos primeiros bispos a ordenar homens casados como Diáconos Permanentes.

Atingindo a idade limite para o exercício do dever canônico, Dom Francisco renunciou e retirou-se a uma modesta casa no morro Cristo Redentor. Morreu em Taubaté, em 1º de maio de 1989, aos noventa anos de idade.

Fonte:

Vários Autores. Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história. Campinas: Komedi, 2004.

 

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11º Pároco

Cônego Aniger Melillo - de 1941 a 1943

(posteriormente Bispo de Piracicaba)

Dom Aniger nasceu em Campinas, a 27 de junho de 1911. Foram seus pais Vicente Melillo e Regina Morato Melillo, ambos de grande fé e praticantes da caridade cristã.

Cursou o Seminário Diocesano de Campinas e foi ordenado padre na Catedral de Campinas, no dia 31 de dezembro de 1933, por Dom Francisco de Campos Barreto. A primeira nomeação que recebeu foi de Vigário Cooperador em Piracicaba, tendo sido anteriormente Coadjutor na Matriz do Carmo, de Campinas, onde permaneceu por três e anos e, em 1939, foi para Piracicaba, como Vigário Cooperador da então Matriz daquela cidade, atualmente Catedral.

Em 1941, então Pároco da Matriz do Carmo, de Campinas, foi nomeado Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano de Campinas e do Tribunal Eclesiástico de Campinas e por quase 13 anos foi Reitor do Seminário Diocesano de Campinas, formando dezenas de sacerdotes que atuaram nas Dioceses de Campinas, Ribeirão Preto, Jaboticabal e Piracicaba. Foi designado Segundo Bispo de Piracicaba no dia 29 de maio de 1960 e ordenado Bispo em 29 de junho de 1960, na Catedral de Campinas, tomando posse na Igreja Catedral de Piracicaba em 15 de agosto do mesmo ano.

São de sua autoria, em Piracicaba, as obras das construção do Seminário Nova Suiça, a criação da Faculdade de Serviço Social, em 1963, do Colégio Comercial Imaculada Conceição, em 1964, a construção do cemitério Parque da Ressurreição, em 1971 e a criação de doze paróquias. Ordenou quatorze padres para a Diocese de Piracicaba. Em 1968, foi nomeado pelos Bispos do Brasil como Diretor Espiritual do Secretariado Nacional dos Cursilhos de Cristandade. É conhecido pelo apoio que deu aos Movimentos de Desepertar e à formação de leigos. Foi chamado Bispo da Reconciliação, pela sua orientação como conselheiro de consciência no confessionário e um defensor da família, escrevendo e falando em defesa de sua integridade, em particular por ocasião da entrada do projeto em favor do divórcio, no Congresso Nacional.

Um fato importante na vida de Dom Aniger, inédito na História da Igreja em nosso país, foi a de ter ordenado padre o seu próprio pai,Vicente de Paulo Mellilo.

Em 11 de janeiro de 1984, o Santo Padre Dom João Paulo II, aceitou o pedido de renúncia de Dom Aniger como Bispo de Piracicaba, conservando o título de Bispo Emérito dessa Diocese. Faleceu no dia 17 de abril de 1985, no Instituto do Coração, em São Paulo. Foi sepultado na cripta da Catedral Santo Antônio, em Piracicaba.

Fonte:

Vários Autores. Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história. Campinas: Komedi, 2004.

 

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12º Pároco

Monsenhor Rafael Roldan - de 1943 a 1948

Nasceu a 11/11/1901, em Itu (SP) e foi ordenado em Campinas a 21/09/1929, por Dom Barreto. Em 1932, foi Ministro de Disciplina do Ginásio Diocesano. De 1933 a 1934, foi Vigário em Porto Ferreira e em São Pedro. Em 1934, foi Pároco em Piracicaba. De 1935 a 1939, foi Chanceler do Bispado de Campinas. Em 1935, tornou-se Cônego Catedrático, vindo a renunciar em 1947, tornando-se Honorário. De 1939 a 1943, foi Reitor do Seminário Diocesano, sendo transferido para a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, onde permaneceu de 1943 a 1948. Foi Cura da Catedral, de 1949 a 1960, sendo reintegrado como Catedrático. Em 19/11/1950, recebe o título de Monsenhor, conferido pelo Papa Pio XII. Em 01/01/1962, por um ano foi Pároco de São Manoel, em Leme (SP), retornando a Campinas como Auxiliar da Basílica do Carmo, onde veio a falecer em 24/10/1968.

Fonte:

Vários Autores. Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história. Campinas: Komedi, 2004.

 

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13º Pároco

Monsenhor Lázaro Mitschele - de 1949 a 1963

Nasceu em Piracicaba (SP), a 02/02/1910. Ordenado em Campinas, a 04/08/1932, foi Capelão das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, Coadjutor na Catedral, Vigário Auxiliar de Leme, Ecônomo de Capivari, Secretário do Bispado, Tesoureiro e Procurador da Mitra. Foi nomeado Cônego Catedrático em 07/03/1941, Pároco de Nossa Senhora das Dores, em Campinas. Recebeu o título de Monsenhor Camareiro do Papa em 19/03/1955.

Foi Pároco de Nossa Senhora do Carmo, em Campinas; Pároco de São Manoel, em Leme, no ano de 1963. Por um ato insano, deixou o Ministério Presbiteral, realizando um casamento civil que durou pouco tempo, desejando realizar ainda seu sacerdócio, como ato de arrependimento. Solicitou ao Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, poder celebrar. Este, com aprovação da Santa Sé, o restringiu ao Santuário das Almas, Ponte Pequena, em São Paulo, onde era Pároco seu irmão, Pe. Germano Mütschele, MSC. Já envelhecido, solicitou ser acolhido no Asilo dos Velhinhos, em Piracicaba, sua terra natal, do qual se tornou capelão, onde veio a falecer em 14/07/1988.

Fonte:

Vários Autores. Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história. Campinas: Komedi, 2004.

 

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14º Pároco

Monsenhor Geraldo Azevedo - de 1963 a 2000

Nasceu em 02/01/1921. Foi ordenado Sacerdote em 1946. Foi coadjutor da Catedral de Campinas, Vigário de Santa Gertrudes, Vigário de Iracemápolis e Vigário da Paróquia do Senhor Bom Jesus do Bonfim.

Em 1963, foi transferido para a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, onde permaneceu até sua morte, em 22 de julho de 2000.
Com grande empenho, conseguiu elevar a Matriz do Carmo à condição de Basílica Menor, pela Bula do Papa Paulo VI, em 06/11/1974.

Desenvolveu atividades como Encontros de Casais com Cristo (E.C.C.). Foi Diretor Espiritual de muitos Cursilhos de Cristandade. Uma das atividades que mais o entusiasmava era a Pastoral da Comunicação pelo Rádio, onde durante 42 anos, comandou um programa na Rádio Central de Campinas, programa muito ouvido e admirado. Fundou também duas Emissoras de Rádio: a Rádio Andorinha, 1ª FM de Campinas, e a Rádio Central AM. Até o dia de sua morte, em 2000, manteve na Rádio Central, 3 programas diários e uma Missa Dominical, além de programação especial na Semana Santa. Em 1983, uma grave enfermidade o acometeu, ficando paralisado totalmente durante um ano. Em 1985, voltou às atividades paroquiais.

Em 16 de março de 1996, recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão Campineiro, como reconhecimento pelo muito que fez por Campinas e seus habitantes. Celebrou em Roma, com o Papa João Paulo II, os seus 50 anos de sacerdócio, em 1996.

Tendo se internado no Hospital Casa de Saúde, em Campinas, para uma cirurgia da catarata, por infeliz acidente cirúrgico veio a falecer no mesmo Hospital, aos 22/07/2000, sendo seu corpo velado na Basílica do Carmo.

 

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