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Novena ao Espírito Santo

 

 

As riquezas dos Dons do Espírito Santo

Deus não criou o ser humano para sofrer. Pelo contrário, o homem foi criado para viver eternamente num paraíso, sem dor nenhuma. Para isto, porém, havia uma condição: o homem teria que ser dependente do Criador. Mas a criatura humana optou por ser independente, e o caos instalou-se no paraíso. Deus respeitou a decisão do homem. No entanto, o Pai nunca se conformou com o sofrimento humano advindo da "independência". Por isso não desistiu de seu plano inicial e enviou Jesus Cristo ao mundo para consertar toda a bagunça produzida. Deus precisou da colaboração de Maria e ela aceitou participar desta obra de restauração. Deus precisa também da colaboração de cada um de nós para instalar de novo um mundo no qual não mais haja dificuldades de qualquer espécie, frustrações, doenças, cansaços, estresse, violência, ânsia alucinada por prosperidades, idolatrias, competições, deslealdades, crimes, morte...

 

A vida é como um barco

A vida é como um barco que nos leva deste mundo a um outro melhor. Neste mundo terreno estamos apenas de passagem. Nossa verdadeira pátria não é aqui. O estado de prova em que fomos lançados depois do pecado original é passageiro. Estamos caminhando para um mundo novo, no qual não haverá mais nenhuma consequência do pecado. E este mundo novo começa aqui e agora, enquanto caminhamos para a eternidade. Foi para isto que o Pai nos enviou Jesus Cristo. Para nos ajudar na caminhada.

O trajeto é muitas vezes cansativo. Deparamo-nos constantemente com inúmeras dificuldades. Nossa vida oscila entre sofrimentos e alegrias. Quase sempre, às perspectivas jubilosas sucedem-se transtornos inesperados, que nos fazem considerar com apreensão o futuro. Isso nos tira a paz. Ficamos angustiados. No nosso dia a dia, parece não faltarem todos os dias momentos de aflição, como os vividos pelos apóstolos no mar da Galileia, na noite em que atormentados pelas ondas, viram aproximar-se um vulto caminhando pelas águas.

Vendo aquele vulto, os apóstolos ficaram ainda mais apavorados, julgando tratar-se de um fantasma. Mas o Divino Mestre os tranquilizou, dizendo: “Sou Eu. Não temais”. Pedro então desceu do barco e caminhou sobre o mar, ao encontro de Jesus. “Vendo, porém, que o vento era forte, temeu, e, começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!’ Imediatamente Jesus, estendendo a mão, o tomou e disse-lhe: ‘Homem de pouca fé, por que duvidaste?’. Depois que subiram no barco, o vento cessou” (cf. Mt 14, 24-32).

 

Dificuldades

Ninguém gosta de sofrer. Como todos nós, os apóstolos reconheciam sua fraqueza e miséria. Sabiam que precisavam sempre e em tudo da ajuda do Mestre. Por isso quando Jesus morreu, eles ficaram desorientados. Não sabiam mais o que podiam esperar do futuro imediato. Mas Jesus ressuscitou e permaneceu com eles por mais algum tempo, vivo depois de ter sido sepultado. Eles então passaram a compreender muitas coisas que antes eram obscuras, apesar de ainda continuarem passando os dias na expectativa, pois Jesus lhes seria tirado de novo, ao ser levado para o céu.

Porém, antes de sua glorificação, Jesus promete enviar-lhes a “força do alto”, o Espírito prometido pelo Pai, que os ajudaria a enfrentarem o futuro sem medo. Estariam, assim, sempre unidos ao Mestre. Jesus e o Pai, pela força do Espírito Santo, fazem morada no coração de todos os que acreditam e praticam o que foi ensinado. “Se alguém me ama, guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos e faremos nele nossa morada” (Jo 14,23). Portanto, não estamos sozinhos. Deus habita dentro de nós, se colocamos em prática os ensinamentos de Jesus.

 

A solução do problema está dentro de nós

Já ouvimos muitas vezes dizerem que a solução de nossos problemas não está fora, mas dentro de nós mesmos. Por isso precisamos pedir sempre para sermos iluminados e termos discernimento para enfrentarmos as águas agitadas do mar da vida. Jesus nos mostra que o Pai dá o Espírito Santo a quem o pedir: "E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho" (Jo 14,13).

 

"Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: 'Amigo, empresta-me três pães, porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer', e se o outro responder lá de dentro: 'Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães'; eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. Será que algum de vós, que é pai. se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!" (Lc 11, 5-13).

 

Precisamos pedir o Espírito Santo todos os dias e não somente nos momentos difíceis. Quantas pessoas há que, quando às vezes encontram-se com dificuldades, ficam meio que perdidas e acabam indo procurar amparo, luz e discernimento em lugares que não são os indicados por Deus em sua Palavra. Com Jesus e o Pai habitando em nosso coração pela força do Espírito Santo, mesmo sob as tempestades ocorrem maravilhas.

 

Remos ou velas no barco?

Um barco movido a remos avança através das águas lentamente e com grande esforço dos remadores. Se nesse barco, porém, colocarmos velas que possam captar o sopro do vento e as deixarmos abertas, o barco se moverá muito mais rapidamente e sem cansaço para a tripulação.

Assim também ocorre com o nosso progresso espiritual. O progresso será lento e penoso, se procurarmos – com a graça de Deus – pôr em prática as virtudes teologais e morais, avançando segundo dimensões humanas. Porém, podemos progredir muito mais rápida e facilmente, se abrirmos nossas velas – os dons do Espírito Santo – para que captem o sopro de Deus.

Nosso progresso toma então as dimensões do próprio Espírito. Nossa oração torna-se extremamente saborosa se nos deixarmos mover pelo Espírito Santo. Peçamos os dons do Espírito Santo. Fazendo eco ao texto de Isaías (Is 11,2), a teologia distingue 7 Dons do Espírito Santo, os quais habilitam a pessoa a realizar atos heróicos e façanhas generosas, experimentando nisso profunda alegria.

 

 

 

 

 

Reflexões e Orações da

Novena ao Divino Espírito Santo

 

Para fazer esta novena, as reflexões e orações seguintes podem ser feitas, todas elas, durante os nove dias. A novena pode ser rezada em qualquer momento do ano, especialmente no tempo de preparação para a Solenidade de Pentecostes. Não esqueça de colocar suas intenções! Deus conhece todas as nossas necessidades, mas quer que as peçamos em oração, porque esta é uma forma de estarmos em contato com Ele, que quer permanecer em contato conosco durante todo o tempo. Quando o Pai não nos dá o que pedimos do jeito que queremos, prestemos atenção porque nosso pedido estará sendo atendido de uma outra maneira: do jeito de Deus. Ele sabe o que é melhor para todos nós. Para que também saibamos pedir o melhor para nós, peçamos ao Pai, em nome de Jesus, os Dons do Espírito Santo.

 

 

1) O Dom da Sabedoria

É o mais precioso. Possibilita ao cristão tornar-se dócil ao Espírito Santo para contemplar Deus e seu plano. Há duas maneiras de se contemplar as coisas de Deus: uma adquirida, que exige estudo e meditação, e pode ser árdua; outra que procede por afinidade com Deus, afinidade decorrente do amor. Assim, quem vive intimamente com Deus num amor dócil e pronto, é levado pelo Espírito Santo a descobrir verdades que o estudo não atinge. Essa descoberta é saborosa (saber e sabor vem ambos da mesma raiz latina sap). Por isso o Dom da Sabedoria está ligado à virtude da caridade. Quanto mais vigoroso é o amor num cristão, tanto mais facilmente atua nele o Dom da Sabedoria.

Dom da Sabedoria é o dom de perceber o certo e o errado, o que favorece e o que prejudica o projeto de Deus. Por este dom buscamos não as vantagens deste mundo, mas o Bem Supremo da vida, que nos enche o coração de paz e nos faz felizes. Diz o Senhor: "Feliz o homem que encontrou a sabedoria. Ela é mais valiosa do que as pérolas" (Cf. Pr 3,13-15).

Oração

Vinde, Espírito de Sabedoria! Instruí o meu coração para que eu saiba estimar e amar os bens celestes e antepô-los a todos os bens da terra.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.


 


2) O Dom do Entendimento

É a luz dada pelo Espírito Santo para que o cristão penetre no sentido profundo das verdades da fé (os mistérios da Santíssima Trindade, da Encarnação do Filho, da Eucaristia...). Tais verdades deixam de ser “abstratas” e frias, como parecem ser a muitos principiantes, para tornarem-se objetos de intuições profundas e belas, que proporcionam grande alegria ao cristão. Tal dom está muito ligado à virtude da .

Dom do Entendimento é o dom divino que nos ilumina para aceitar as verdades reveladas por Deus. Mesmo não compreendendo o mistério, entendemos que ali está a nossa salvação, porque procede de Deus, que é infalível. O Senhor disse: "Eu lhes darei um coração capaz de me conhecer e de entender que Eu sou o Senhor" (Jr 24,7).

Oração

Vinde, Espírito de Inteligência! Iluminai a minha mente para que eu entenda e abrace todos os mistérios e mereça alcançar um pleno conhecimento Vosso, do Pai e do Filho.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.


 


3) O Dom da Ciência

É o que nos faz olhar para este mundo com o olhar de Deus. Leva-nos a descobrir nas criaturas visíveis o vestígio da sabedoria e da perfeição do Criador. Faz-nos ver também como são insuficientes os bens deste mundo para saciar as aspirações do coração humano. Desta intuição seguiram-se muitas conversões da vida fútil para uma vida profundamente cristã. Tal dom foi ricamente possuído por São Francisco de Assis. O dom da Ciência é relacionado com a virtude da prudência, pois aperfeiçoa a capacidade que temos de perceber a relação das criaturas com Deus.

Dom da Ciência é o dom de saber interpretar e explicar a Palavra de Deus. Por este dom, o Espírito Santo nos revela interiormente o pensamento de Deus sobre nós, pois "os mistérios de Deus ninguém os conhece, a não ser o Espírito Santo" (1 Cor 2,10-15).

Oração

Vinde, Espírito de Ciência! Fazei-me ver a vaidade de todos os bens caducos deste mundo, para que não use deles senão para Vossa maior glória e salvação da minha alma.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

 


4) O Dom do Conselho

É aquele que nos faz descobrir a decisão certa a ser tomada num momento de hesitação. Faz-nos perceber a atitude equilibrada entre posições extremadas. A vida humana é marcada por situações complexas, nas quais a razão, mesmo iluminada pela fé, não consegue penetrar com clareza. O Dom do Conselho nos faz discernir, com rapidez e eficiência, o certo e o errado, apontando-nos com segurança o caminho a seguir. Associa-se também à virtude da prudência, que é, sem dúvida, a virtude do lúcido discernimento.

Dom do Conselho é o dom de saber discernir caminhos e opções, de saber orientar e escutar, de animar a fé e a esperança da comunidade. Mas o Senhor disse-lhe: "Não te deixes impressionar pelo seu belo aspecto, porque eu o rejeitei. O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor vê o coração" (1 Sm 16,7).

Oração

Vinde, Espírito de Conselho! Assisti-me em todos os assuntos desta vida instável, tornai-me dócil às Vossas inspirações, e guiai-me sempre pelo direto caminho dos divinos mandamentos.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

 


5) O Dom da Fortaleza

Impele-nos a enfrentar corajosamente os obstáculos que se opõem à prática do bem. Sugere-nos as palavras do apóstolo Paulo: “Tudo posso naquele que me dá força!” (Fl 4,13). É o dom que sustentou os mártires no certame em prol da fidelidade a Cristo, e sustenta todo cristão na sua vivência cotidiana, em que se requerem paciência, perseverança, magnanimidade em grau elevado.

Dom da Fortaleza é o dom de resistir às seduções, de ser coerente com o Evangelho, de enfrentar riscos na luta por justiça, de não temer o martírio. São Paulo confiava no dom da Fortaleza. Ele disse: "Se Deus está conosco, quem será contra nós?" (Rm 8,31).

Oração

Vinde, Espírito de Fortaleza! Fortalecei o meu coração em todas as perturbações e adversidades, e dai à minha alma o vigor necessário para resistir a todos os meus inimigos.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

 

 

6) O Dom da Piedade

Faz-nos conceber o afeto filial para com Deus e sentimentos fraternos para com todos os homens filhos do mesmo Pai. Assim, ultrapassamos um relacionamento meramente jurídico com Deus e os demais seres humanos. Não nos contentamos com uma religião de preceitos e proibições apenas, para assumirmos uma religião de amor, a respeito da qual dizia S. Tomás: “O amor não tem medida; a medida do amor é não ter medida”. Desta forma o coração do cristão mais e mais se assemelha ao Coração de Cristo. O Dom da Piedade é relacionado com a virtude da justiça, que ele ultrapassa, pois a própria meta da justiça é propiciar o aumento do amor entre os homens.

Dom da Piedade é o dom de estar sempre aberto à vontade de Deus, procurando agir como Jesus agiria e identificando no próximo o rosto de Cristo. É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. "O Reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo" (Rm 14,17).

Oração

Vinde, Espírito de Piedade! Vinde morar no meu coração e inclinai-o para a verdadeira piedade e santo amor de Deus.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.


 


7) O Dom do Temor de Deus

É o que nos inspira profunda reverência para com Deus. Trata-se de temor filial inspirado por amor e não temor servil (de escravo). Este dom suscita em nós o horror ao pecado e a força para vencermos as tentações. Inspira-nos também a fuga das imperfeições e um anseio de uma liberdade interior cada vez mais viva. É relacionado com a virtude da temperança, pois esta reprime os apetites desordenados, em vista de uma adesão sempre mais livre a Deus.

Dom do Temor de Deus não quer dizer "medo de Deus", mas medo de ofender a Deus. Sendo Ele o nosso melhor amigo, temos o receio de não lhe estarmos retribuindo o amor que lhe é devido. Mais do que temor, é respeito e estima por Deus. "Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com todas as tuas forças" (Dt 6,4-5).

Oração

Vinde, Espírito de Temor de Deus! Repassai a minha carne com o Vosso santo temor, de modo que tenha sempre Deus presente e evite tudo o que possa desagradar aos olhos de Sua divina majestade.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

 

Divino Espírito Santo, eu vos ofereço todas as preces da Santíssima Virgem Maria e dos apóstolos reunidos no cenáculo, e a estas uno todas as minhas orações, suplicando-Vos que Vos apresseis em vir renovar a face da terra. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da terra.

 

 

Oremos

Ó Deus, que instruístes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, dai-nos pelo mesmo Espírito o conhecimento e o amor da justiça, e que gozemos sempre da Sua consolação. Amém.

 

 

Em louvor a Nossa Senhora

- Rezar três Ave Marias.

- Rainha dos Apóstolos, rogai por nós.

 

 

 

 

 

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