Basílica do Carmo:

História de fé no coração de Campinas

 

José Pedro Soares Martins

 

Campinas, Ed.Komedi, 2010

 

 

Apresentação

Introdução

Síntese Introdutória

Primeira Parte

Antecedentes da Paróquia de N.Sra.do Carmo

Fase I

Primórdios da criação da Freguesia

1730-1774

Fase II

Instalação da Paróquia N.Sra.da Conceição

1774-1779

Fase III

Paróquia de N.Sra.da Conceição até a divisão e criação da Paróquia de Sta.Cruz do Carmo

1779-1870

Segunda Parte

Paróquia N.Sra.do Carmo

Fase IV

Paróquia e Matriz Sta.Cruz do Carmo

1870-1938

Fase V

Matriz e Basílica N.Sra.do Carmo

(desde 1939)

1939-2000

Fase VI

Transição para o Terceiro Milênio

2000 - e o futuro...

 

PARTE I

Antecedentes da Paróquia do Carmo

Fase I

Primórdios da criação da Paróquia

A carteira de identidade de Campinas

Pousos de tropeiros no meio do mato grosso

Busca da autonomia e assistência espiritual

Autorização para ereção da capela

Mandado de Comissão ao Vigário de Jundiaí em vista da construção da capela

A fundação de Campinas e da Paróquia (Freguesia) de N.Sra.da Conceição

Barreto Leme, tradição de desbravamento

Frei Antonio de Pádua Teixeira, o co-fundador

Os outros pioneiros da Cidade e da Igreja

Dom Frei Manuel da Ressurreição, atuação decisiva

Fase II

Instalação da Paróquia N.Sra.da Conceição

Largo do Carmo, marco zero de Campinas

Pe. José de Santa Maria Cunha

Inauguração da Matriz

Pe. André da Rocha Abreu

Pe. Manoel Joaquim de Freitas e outros Vigários

Pe. Joaquim José Gomes, a Vila de São Carlos e ideia de nova Matriz

Pe. Fasijó em sua passagem por Campinas

Igreja do Rosário, um marco no centro da cidade

Fase III

Paróquia de N.Sra.da Conceição até a divisão e criação da Paróquia de Sta.Cruz

Pe. Manoel José Ferreira Pinto

Pe. Joaquim Anselmo de Oliveira, crítico da escravidão, enquanto Campinas se torna cidade

Carlos Gomes, a música de Campinas para o mundo

Pe. Dr. João de Almeida Barbosa e o começo da ascensão do café

Primeira visita de Dom Pedro II (1846) e transferência da Matriz para a Igreja do Rosário

Situação do prédio da Matriz Velha

Pe. Antonio Cândido de Mello: novo susto e peste no Paço Municipal

Pe. Joaquim José Vieira, fundador do primeiro hospital de Campinas: a Santa Casa

Polêmica antes da criação da Paróquia de Sta.Cruz

 

Parte II

Paróquia N.Sra.do Carmo

Fase IV

Paróquia e Matriz de Sta.Cruz

Criação e instalação da Paróquia de Sta.Cruz, depois do Carmo

Auto de instalação da Nova Freguesia de Sta.Cruz na cidade de Campinas

Matriz de Sta.Cruz do Carmo na década de ouro do café e seu 1º Pároco

2º Pároco, Côn. Nery, no combate à febre amarela: um novo Bispo

Côn. Scipião, 3º Pároco. Pe. Landell de Moura, o "Pai do Rádio"

Pe. Landell, humildade de um grande cientista

Pe. D'Avila, 4º Pároco de Sta.Cruz do Carmo: Campinas pós febre amarela

Diocese de Campinas, no paroquiato de Côn. Barreto, 5º Pároco do Carmo

Côn. Otávio, 6º Pároco: guerra no mundo, bibliotecas em Campinas

Mons. Ribas D'Avila, 7º Pároco, quando a gripe espanhola assusta Campinas

Côn. Fragoso, 8º Pároco: centenário da Independência e novo Bispo

Côn. Idilio, 9º Pároco: uma nova Matriz, oficialização do nome definitivo da Paróquia do Carmo

Um escultor italo-brasileiro que fez história

Côn. Amaral, 10º Pároco: conclusão da Matriz do Carmo

Lélio Coluccini, o escultor de Campinas

O pintor das igrejas

Fase V

Matriz e Basílica de N.Sra.do Carmo

(desde 1939)

Côn. Aniger, 11º Pároco e o Congresso Eucarístico

Morte de Dom Barreto

Congresso Eucarístico

Côn. Raphael Roldan, 12º Pároco e o final da II Guerra Mundial

Mons. Lázaro, 13º Pároco: pintura e órgão para a Matriz

Vocação para a música

Côn. Geraldo Azevêdo, 14º Pároco: a Matriz se torna "Basílica do Carmo"

Breve papal de criação da Basílica Menor de N.Sra.do Carmo

1. O título de Basílica e o seu significado histórico

Símbolos da Basílica

2. A Igreja nas ondas do rádio e do povo

3. Campanha da Fraternidade

Celebrações

4. Transformações no Carmo

5. Outras Campanhas

6. Doença de Mons. Geraldo

7. Atuação pastoral e administração

8. Tempo de mudanças

Mais um Bispo do Carmo

9. Reestruturação para o futuro

10. Chegada do novo milênio e falecimento de Mons. Geraldo

Fase VI

Basílica no Terceiro Milênio

Côn. Pedro Carlos Cipolini, 15º Pároco: o protagonismo dos leigos e a missão na cidade

1. Comunhão e participação

2. Sólida formação para servir

3. Continuidade do restauro da Basílica, agora Patrimônio Histórico

4. Incentivo à participação e acolhimento: pólo missionário

Olhar para a comunicação

Celebrações emocionantes

5. Aprofundando o planejamento

Datas importantes para a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo

 

 

 

 

FASE VI

Basílica no Terceiro Milênio

 

CÔNEGO PEDRO CARLOS CIPOLINI - 15o PÁROCO:

O PROTAGONISMO DOS LEIGOS E A MISSÃO NA CIDADE

 

 

1.Comunhão e participação

 

      Em agosto de 2000 foi nomeado o novo pároco do Carmo, cônego Pedro Cipolini, até então pároco da paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no Taquaral. Ele assumiu a paróquia a 9 de setembro de 2000. Começaria uma nova fase na história da paróquia do Carmo, sediada naquela que foi a primeira Igreja de Campinas.   

   

      “Queridos paroquianos, venho em nome de Jesus para ser vosso irmão, para caminhar junto no seguimento do Evangelho. Acolho e abraço a cada um de vocês com respeito e carinho”. Com estas palavras o novo titular da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, padre dr. Pedro Carlos Cipolini, assumiu a função a 9 de setembro de 2000. É o segundo pároco doutor em teologia à frente da paróquia. O primeiro foi Cônego Idílio.

 

      Justamente no ano que marcava a transição para o Terceiro Milênio, em suas palavras aos fiéis o novo pároco indicou os desafios que, a seu ver, coerentes com os tempos atuais, teria pela frente, em sua nova missão.

 

      O primeiro desafio, assinalou, seria “reconstruir a vida comunitária de comunhão e participação, na qual deve haver fé na palavra, gratuidade na partilha e serviço aos irmãos. A comunidade é a casa, a família de Jesus onde devem caber todos”. Valorização da comunidade, com ativa participação de seus membros – esse o sentido desse desafio apontado por padre Cipolini.

 

      De acordo com o novo pároco, o segundo desafio é a missão. “Levar o Evangelho por todos os meios e a todos os cantos e antros da cidade. Vamos assim de encontro a outro desejo do homem da cidade: o desejo de liberdade, desejo de uma sociedade mais justa e fraterna”. Palavras que ressaltam a consciência da realidade cada vez mais urbana da paróquia – na prática, uma realidade metropolitana,  pois,  pela Lei Complementar 870, de junho de 2000, foi criada a Região Metropolitana de Campinas (RMC), com 19 municípios e tendo a cidade principal como sede.

 

       Uma realidade, pois, bem distante daquele 14 de julho de 1774, quando algumas pessoas, emocionadas, sem dúvida, assistiram ao frei Antônio de Pádua Teixeira rezar a primeira missa, naquele ponto onde hoje está o monumento-túmulo de Carlos Gomes, bem em frente à bela Basílica de perfil neogótico. É nessa cidade de porte metropolitano, chegando ao início do século 21 com mais de 1 milhão de moradores, que a Igreja Católica passa a atuar, enfrentando múltiplos desafios pela frente. Desafios derivados das múltiplas fragmentações do tecido social, da velocidade inédita nas tecnologias de informação, do agravamento do processo de exclusão, da crise generalizada de valores e de ordem cultural e política.

 

      Em suas primeiras palavras à frente da paróquia, o padre Cipolini deixou claro estar consciente desses desafios, e que buscaria enfrentá-los pelo estímulo a uma intensa participação dos fiéis, visando o fortalecimento da comunidade. Em um mundo globalizado, a valorização do local, do comunitário, torna-se imperativo para uma sociedade realmente justa e fraterna.

 

      Outra pista apontada pelo novo pároco de como seria sua atuação estava nas palavras “Levar o Evangelho por todos os meios e a todos os cantos e antros da cidade”. Era uma clara referência e homenagem a um livro importante, fundamental mesmo, para o resgate da história  de Campinas. É o livro “A cidade: os cantos e os antros” (Edusp, São Paulo, 1996), do historiador José Roberto do Amaral Lapa.

 

      Com essa citação, o padre Cipolini já indicava que outra de suas prioridades seria contribuir para o resgate da história da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, sediada naquela que foi a primeira Igreja de Campinas – da, agora, sede de uma das 26 regiões metropolitanas brasileiras, em contexto bem distante da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso.

 

      De novo: no cenário da globalização, recuperar a história, valorizar a identidade cultural e histórica, é fundamental para o fortalecimento dos laços comunitários, ameaçados de esgarçamento pela força da indústria cultural que tende a padronizar gostos e a excluir o passado, as raízes. E, de fato, várias iniciativas do novo pároco do Carmo confirmariam essa sua preocupação, de colaborar para que a grande cidade não perca a lembrança de suas raízes, que estão solidamente fincadas naquele espaço conhecido como Largo do Carmo.

 

 

 

2. Sólida formação para servir

 

      O primeiro pronunciamento à frente da paróquia revelava a sólida formação do novo titular. Nascido a 4 de maio de 1952, em Caconde (SP), filho de João Cipolini e Alzira Carneiro Cipolini e com seis irmãos, três homens (um deles também é sacerdote:  o Pe. Luiz Antonio Cipolini) e três mulheres, Pedro Cipolini cursou o ensino fundamental em sua cidade.

 

     Em 1973, ingressou no Seminário Central do Ipiranga, pela Diocese de Franca-SP. Cursou Filosofia na FAI (Faculdades Associadas do Ipiranga), em São Paulo (1973-1975). Cursou também Pedagogia (1975-1976), obtendo a licenciatura em Filosofia e Pedagogia. Fez o curso integrado de Teologia, na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da Arquidiocese de São Paulo, obtendo o bacharelado em Teologia (1973-1977).

 

      Foi ordenado diácono na Catedral de Franca, em 7 de setembro de 1977, e Presbítero na mesma catedral, no dia 25 de fevereiro de 1978, pelo bispo diocesano de Franca, D. Diógenes Silva Matthes.

 

      Nomeado pároco da Paróquia São Sebastião, em Franca, tomou posse em 16 de março de 1978. Também foi pároquiou o município de Restinga, vizinho a Franca e que estava ligado à Paróquia São Sebastião. Em 1980, padre Cipolini publicou pela Editora Paulinas o livro “Um cristão para hoje”, com várias edições.

 

     Em 1984 e 1985 cursou pós-graduação em Teologia, na Faculdade Pontifícia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, obtendo o Mestrado em Teologia, após defender tese em Teologia Dogmática. No ano em que morou em S. Paulo para escrever sua tese de mestrado, foi vigário paroquial da Paróquia Imaculada Conceição, do Ipiranga, junto à Faculdade Assunção (1985). Freqüentou o Curso de Extensão Universitária sobre o novo Código de Direito Canônico, no Instituto de Teologia Salesiano Pio IX, em julho de 1983.

 

     Transferindo-se para Campinas, passou a lecionar no Instituto de Teologia da PUC-Campinas. Foi nomeado pároco da Paróquia dos Santos Apóstolos, na Vila Boa Vista, na periferia de Campinas, tomando posse da Paróquia em 28 de dezembro de 1985. Foi definitivamente incardinado no clero de Campinas, por decreto do Sr. Arcebispo D. Gilberto Pereira Lopes, datado de 28 de janeiro de 1987. De 1988 a 1990 foi Vigario Episcopal da Região Norte da Arquidiocese, que então compreendia parte de Campinas, Sumaré e Paulínia.

 

      Depois de exercer várias funções na Arquidiocese de Campinas, como o cargo de Diretor Espiritual dos seminários Propedêutico São José de Pedreira e Seminário Imaculada de Filosofia, o padre Cipolini foi continuar seus estudos em Roma, entre 1989 e 92, residindo no Colégio Pio Brasileiro. Cursou a Universidade Gregoriana, onde defendeu tese de doutorado em Eclesiologia, conseguindo a laurea (magna cum laude). Teve oportunidade de visitar vários países da Europa e participar de cursos e estudos em muitas instituições culturais.

 

     Regressando a Campinas em 1993, foi nomeado Administrador Paroquial e, em seguida, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Taquaral. Vigário Forâneo da Forania Coração de Maria. Foi Diretor de Estudos do Seminário de Teologia da Arquidiocese de Campinas (1993-1994). Retomou suas aulas na PUC-Campinas, a partir de 1993, como Professor Titular, lecionando História da Igreja Antiga, Eclesiologia, Mariologia e Epistemologia Teológica, Estágio Pastoral (Ecumenismo e Pastoral Urbana). Em 1996, fez parte da Comissão Central do "Projeto de Evangelização Rumo ao Novo Milênio". Foi Coordenador do Departamento de Teologia Sistemática no ITCR-Puccamp, de 1997 a 1998.

 

     Escritor e articulista, passou a publicar seus artigos no jornal “Correio Popular”. Antes, manteve uma coluna quinzenal no jornal do Bairro Taquaral (Folha do Taquaral), enquanto ali trabalhou. Após exercer várias outras funções na Arquidiocese, foi finalmente nomeado pároco de Nossa Senhora do Carmo, após a morte do monsenhor Geraldo Azevedo. Antes, naquele mesmo ano de 200, havia recebido, em 6 de março, o título de “Cidadão Honorário de Campinas”, concedido a pedido do vereador Romeu Santini e aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal.

 

     Em julho de 2000 publicou pela Editora Alínea, um livro sobre a realidade  urbana, “Cidade transfigurada: o futuro do mundo urbano passa pela solidariedade”. O livro contém, na prática, basicamente um programa de ação pastoral que já vinha exercendo ao longo de sua trajetória de sacerdote, e que teria oportunidade de aprofundar à frente da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, da Basílica do Carmo, de tanta importância para uma cidade metropolitana que sintetiza o panorama geral das contradições brasileiras. 

 

       Dividindo seu campo de atuação entre a Universidade e a Pastoral Arquidiocesana, padre Pedro por varias vezes participou dos organismos da Arquidiocese, quais sejam o Conselho Colegiado de Pastoral Arquidiocesana e Conselho de Presbíteros.

 

      A 6 de março de 2001, Pedro Cipolini foi nomeado Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano de Campinas. De 2000 a 2002 foi Vigário Forâneo da Forania Santos Apóstolos. Em 5 de dezembro de 2002, foi nomeado Vigário Episcopal da Região Episcopal Campinas, cargo que ocupou até a chegada do novo Arcebispo, em agosto de 2004, quando então foi nomeado Coordenador de Pastoral da Região Pastoral Campinas. Por cinco anos foi assessor da Pastoral Familiar da Arquidiocese e atualmente é asseessor da Comissão Arquidiocesana em Defesa da vida.

 

      Em 28 de fevwereiro de 2009 tomou posse como capelão da Capelania Nossa Senhora da Boa Morte, da Irmandade de Misericórdia de Campinas que tem sobre seus cuidados a Santa Casa e o Hospital Irmãos penteado.

 

      É assim que o cônego Cipolini, em coerência com sua trajetória, passou a imprimir um estilo pessoal, mas com muita participação da comunidade, à frente da paróquia do Carmo – onde prosseguiu ações que já estavam em curso, como a celebração da Santa Missa, transmitida todos domingos pela Rádio Central, onde também participou, de 2002 a 2005, três vezes por semana, de programa matinal. As realizações do novo pároco não demoraram a aparecer.

 

 

 

3. Continuidade do restauro da Basílica, agora Patrimônio Histórico

 

       Monsenhor Geraldo tinha iniciado o restauro geral do prédio da Basílica. A pintura externa, troca da fiação elétrica e outros restauros tinham sido feitos mas ainda faltava muito.

 

     O Cônego Pedro Cipolini levou adiante este projeto tendo trabalhado incansavelmente na conservação e restauro contínuo do belo edifício neo-gótico que é a basílica. Assim, concluiu-se o piso da entrada da Igreja, o telhado teve madeiramento refeito e todas as telhas trocadas, as calhas passaram por uma completa revisão, assim como o órgão e o relógio que foi eletrificado. Foi feita a aquisição de um aparelho de som de primeira geração adquirido da firma Beltrhon, no valor de R$ 38.000,00, e também um sino eletrônico no valor de R$ 6.000,00.

 

      Uma das iniciativas do Cônego Cipolini foi, igualmente, de propor uma campanha pela restauração dos vitrais da Basílica. Em mensagem aos paroquianos, assim o pároco explicou a importância dos vitrais para Basílica:

 

      “Trata-se de uma obra de arte que, no seu conjunto, embeleza nossa igreja e cria um ambiente propício à oração. Seu valor é indiscutível pela sua arte e confecção cuidadosa. Os vitrais da Basílica são uma raridade, foram feitos em técnica de "grisaille", uma pintura monocromática em cinza, que dá a ilusão de relevo. Foram confeccionados pela Casa Conrado, de São Paulo, representação no Brasil de uma firma alemã.

 

      São quarenta e seis janelas na nave central, em cima e em baixo; uma rosácea no coro; dois grandes painéis laterais no transcepto. Os vitrais da parte de cima contêm as invocações da ladainha de Nossa Senhora; os de baixo fazem alusão aos sacramentos. Os painéis do transcepto têm como tema o Coração de Jesus e a Ascensão. Os dois belíssimos vitrais da Capela do Santíssimo fazem alusão à Eucaristia. Assim, a arte de nossos vitrais são um louvor perene de tudo o que cremos e celebramos na Basílica”, observou o vigário.

 

      O projeto de reforma dos vitrais foi deferido em 9 de março de 2006 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC), com aprovação publicada no Diário Oficial de 10 de maio de 2006, na página 4. O projeto já havia sido aprovado pelo arcebispo metropolitano. A empresa contratada para realizar a restauração é a GEUKAS, que há mais de 150 anos atua no ramo e é especializada no restauro de vitrais de igrejas. O orçamento do restauro, no seu total, feito em agosto de 2005, foi de R$ 97.794,00, podendo sofrer alterações. O serviço de serralheria para restauro dos caxilhos está orçado em R$ 37.000,00.

 

      O restauro passou a ser feito por etapas. Na primeira etapa,  foram restaurados os dois vitrais da Capela do Santíssimo, a rosácea do coro e seis janelas do lado da rua Sacramento, em um total de R$ 25.304,00. A campanha teve grande eco entre os paroquianos e comunidade em geral, pela reconhecida importância histórica das obras de arte da Basílica, os vitrais entre elas.

 

       A campanha pelo restauro coincidiu com o importante momento de tombamento da Basílica do Carmo, por seu grande valor histórico. O tombamento foi aprovado pelo CONDEPACC, pela Resolução nº 50, de 13 de maio de 2004, publicada no Diário Oficial do Município de Campinas, dia 21 de maio de 2004.

 

      O tombamento aconteceu quase 30 anos depois da primeira iniciativa nesse sentido. A 21 de agosto de 1976 o vereador Pedro Azevedo apresentou projeto de Decreto Legislativo, aprovado pela Câmara Municipal de Campinas, reconhecendo a Basílica de Nossa Senhora do Carmo como “Patrimônio Histórico da Cidade de Campinas”.

 

      O tombamento da Basílica está coerente com decisões do CONDEPACC, associadas ao empenho da Prefeitura Municipal em buscar a revitalização da área central de Campinas. O órgão municipal também decidiu pelo tombamento da praça Bento Quirino e praça Antônio Pompeu (portanto, de toda a área conhecida como Largo do Carmo), além de bens nesse espaço, como o monumento-túmulo de Carlos Gomes, monumentos de César Bierrenbach e Bento Quirino e do prédio do Jóquei Clube Campineiro, na praça Antônio Pompeu. É o Largo do Carmo consolidado como referência cultural essencial para Campinas, onde se destaca a Basílica de Nossa Senhora do Carmo. 

 

      Foram feitas reformas também no Salão Paroquial, totalmente remodelado e pintado. O apartamento de 256 m2 no Edifico Torre do Carmo foi dividido em três, conforme o projeto original, estando alugados. O apartamento da rua Coronel Rodovalho e o apartamento do 15o andar do Edifício Torre do Carmo (mencionados anteriormente) foram vendidos e com a renda se adquiriu o apartamento que serve de casa paroquial hoje à rua Dez de Setembro. Assim a organização e melhoria no patrimônio da paróquia constitui-se em um dado importante da administração da mesma

 

 

 

4. Incentivo à participação e acolhimento: pólo missionário

 

      O estímulo ao incremento da participação dos vários grupos e equipes, anunciado nas palavras iniciais do Cônego Cipolini na direção da Paróquia do Carmo, foi concretizado com várias ações de 2001 a 2006. Em 2002, por exemplo, teve início o Grupo de Jovens Kairós, reunindo-se aos domingos à tarde, no Salão Paroquial.

 

      As duas conferências vicentinas foram valorizadas, com atuação entre famílias pobres de bairros como Santa Mônica e São Marcos (atendidos pela Conferência de Santa Cruz) e Jardim Campos Elíseos, Santa Lúcia e Jardim Ieda (pela Conferência de Nossa Senhora do Carmo). São distribuídos alimentos, roupas e medicamentos, além do apoio familiar, com atividades em datas específicas.

 

      A Ordem Terceira do Carmo, que completou seu cantenário em 09 de julho de 2009, foi igualmente fortalecida ganhando seu estatuto próprio. Em março de 2002, foi aprovado o novo estatuto da Ordem Terceira, que passou a ter o pároco como diretor espiritual.

 

      A participação da paróquia nas Campanhas da Fraternidade foi também acentuada. A de 2003, com o tema A Fraternidade e o Idoso e o lema, Vida, Dignidade e Esperança, sob a coordenação de Eduardo e Liliane Zancan, foi cheia de atividades, a exemplo de palestras com fisioterapeutas e médicos. Após palestra, o dr. 9+.Hélio Sebastião Amâncio de Camargo Jr., por exemplo, ofereceu 100 mamografias gratuitas a paroquianas.

 

 

OLHAR PARA A COMUNICAÇÃO

 

      Atendendo aos desafios contemporâneos, o Cônego Cipolini deflagrou medidas para aprimorar a comunicação social na Paróquia do Carmo. Uma delas foi a produção do site da paróquia na Internet (www.basilicadocarmocampinas.org.br).

 

      Na mesma linha, em março de 2002 foi lançado o primeiro número do boletim informativo “Nosso Carmo”, sob responsabilidade do pároco e de Maria do Carmo Rossini, visando informar e unir os paroquianos e comunidades em geral sobre atividades da paróquia e de interesse geral da Igreja. Seria inicialmente um boletim quadrimensal.     

 

 

      Foi ainda iniciada uma campanha anual para arrecadação de material escolar para crianças pobres. Em agosto de 2002 a paróquia participou do Cerco da Misericórdia pela Ética na Política. E o novo Conselho Pastoral Paroquial foi constituído em março de 2003, para ser um órgão que estimula ainda mais a participação dos paroquianos nas múltiplas atividades pastorais.

 

      Atendendo a solicitação da Arquidiocese, foi instalado na Basílica no ano de 2002 o serviço da “Escuta Cristã”. São voluntários devidamente preparados que atuam na escuta e atendimento de pessoas que todos os dias procuram na Basílica alguém para conversar, desabafar ou acolher. Este grupo dá  plantão de segunda a sexta-feira à tarde e atende por ano uma media de 1.000 pessoas.    

 

  

CELEBRAÇÕES EMOCIONANTES

 

      Algumas celebrações emocionantes envolvendo a Paróquia do Carmo, nos primeiros anos do século 21:

 

      A 25 de fevereiro de 2003, foi comemorado o Jubileu de Prata de ordenação sacerdotal do Cônego Pedro Cipolini, com a participação do arcebispo d.Gilberto Pereira Lopes, do bispo de Franca, d.Diógenes Silva Matthes, do bispo-auxiliar de São Paulo, d.Benedito Beni dos Santos, da prefeita de Campinas, Izalene Tiene, e do presidente da Câmara Municipal, Carlos Signorelli.

 

     A 9 de maio de 2003, a Basílica recebeu a visita do Núncio Apostólico no Brasil, d.Lorenzo Baldisseri. Ele é originário da mesma região, na Província de Lucca, na Itália, dos antepassados do Cônego Cipolini.    

 

    A 31 de maio teve lugar na basílica a primeira missa de Pe. Guilherme Sanches Ximenes, ordenado em Roma, da Prelazia da Opus Dei. Guilherme é filho do casal Sebastião e Regina Sanches Ximenes, e foi batizado no Carmo em 1971. Ali também atuou como coroinha de Mons. Geraldo.

 

      Todos os anos, na festa da padroeira, a Missa das 10h00 na qual se comemora o aniversário natalício e de ordenação episcopal do Arcebispo D. Bruno, e a missa dos Desempregados e Doentes às 15h00, atrai uma multidão.      

 

 

 

 

5. Aprofundando o planejamento

 

      Ao lado da revitalização do patrimônio e do aprimoramento da comunicação, outra preocupação do Cônego Cipolini à frente da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo nos primeiros anos do século 21 foi o aprofundamento do processo de planejamento das atividades. Um planejamento participativo, contando com a opinião dos vários grupos e equipes atuantes na paróquia.

 

      Assim, em 2002 foi amplamente discutida a inserção da paróquia no processo de implementação do Objetivo Geral do Plano Pastoral da Arquidiocese de Campinas para o período 2003-2007, que foi:

 

     “Diante dos desafios do novo milênio, atentos à realidade urbana de nossa Igreja e na vivência mística trinitária, eucarística e pascal, evangelizar na força do Espírito, anunciando Jesus Cristo e o projeto do pai, à luz da opção preferencial pelos pobres e exluídos, com o testemunho profético de uma Igreja de comunhão e missão, misericordiosa e solidária com os que sofrem, acolhedora e aberta ao diálogo, para a construção de um mundo de justiça e liberdade, de irmãos e irmãs, sinal do Reino definitivo”.  

 

      Em coerência com o que estava estabelecido no Objetivo Geral, foi feito um diagnóstico sobre a Paróquia do Carmo, que concluiu com as seguintes prioridades para atuação nos primeiros anos do século 21, o século que abre o Terceiro Milênio:

 

1. Incrementar a formação de agentes de pastoral.

2. Superar o desafio da falha na comunicação.

3. Maior empenho no acolhimento.

4. Fomentar a formação de agentes e consolidação das comunidades de base, no âmbito da Forania dos Santos Apóstolos.

5. Aprimorar a formação de agentes e fortalecer a pastoral da família, no âmbito da Região Pastoral de Campinas.

6. Melhorar a formação de agentes e incrementar a presença profética na realidade urbana, considerando os eixos da família juventude, comunicação e comunidades de base, no âmbito da Arquidiocese de Campinas.

 

     São desafios que, conjugados,  ratificam a preocupação da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo em estar em sintonia com os múltiplos desafios do início do Terceiro Milênio, sendo uma paróquia atuante em um cenário metropolitano, de exclusão, desigualdades mas também de muita esperança e fé.

 

     Na Assembléia Paroquial realizada em Helvetia, durante todo um dia de domingo, e na qual participaram 72 agentes de pastoral, aprovaram-se três prioridades: Formação, Comunicação e Acolhimento. 

 

      Fé e Vida, inclusive, é o nome da Escola de Teologia que começou a funcionar com 185 pessoas no início de 2008 na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo. Atividade em sintonia com a primeira linha comum de ação pastoral do 6o Plano de Pastoral Orgânica da Arquidiocese de Campinas, que  é: “Formação, para o resgate da identidade cristã, através da educação, da comunicação e da transmissão permanente da fé”.

 

     Nesse sentido, a Escola Fé e Vida instalada em 2007 e que funciona do Salão paroquial e Centro Catequético, tem como objetivo capacitar agentes de pastoral para um maior engajamento na missão evangelizadora nas paróquias e comunidades. Visa ainda oferecer espaços de reflexão, celebração e aprofundamento da fé, para despertar maior compromisso com o projeto do Reino de Deus. E, ainda, preparar pessoas para que, conscientes de sua vocação e missão na Igreja, sejam agentes multiplicadores na sua paróquia. Da  \escola de Fé e Vida, estão participando atualmente 72 pessoas.

 

     Várias outras atividades demonstram o vigor e dinamismo da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, mesclando fé e vida, em resposta aos desafios espirituais e sociais do século 21. A Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por exemplo, continua firme com suas atividades, com destaque para o empenho pelas vocações sacerdotais. A Catequese conta com um grupo  de 22 catequistas a maioria deles jovens universitários.

 

     Do mesmo modo, a Pastoral da Saúde, entre outras, desenvolve suas iniciativas. Em abril de 2007, a Pastoral promoveu, no dia 24, a Caminhada da Saúde, no Bosque dos Jequitibas, importante espaço de mata nativa ainda relativamente preservado no centro de Campinas.  Outra mata nativa, a de Santa Genebra, a maior reserva de vegetação remanescente no município, foi visitada também em abril de 2007 pela Turma da Perseverança, como parte das atividades relacionadas a Campanha da Fraternidade daquele ano, que teve o tema Fraternidade e Amazônia. Os jovens tiveram contato com a biodiversidade existente na Mata Santa Genebra e que também merece ser preservada, assim como no caso da grande floresta amazônica.

 

      Grupo de Oração Filhos de Maria, Círculos Bíblicos, Ordem Terceira do Carmo, Pastoral do Canto Liturgico, Conferencia Vicentina, Pastorais do Dizimo e do Batismo, Catequese, Apostolado da Oração, Pequeninos do Senhor (projeto iniciado na Paroquia Nossa Senhora das Dores, no Cambuí), Escuta Cristã, Pastorais da Acolhida, Comunicação, Colegiado Forania Santos Apóstolos, Dízimo, Equipe de Promoção de Eventos, da Família, Grupos de Coroinhas, de Oração e Promoção Social, do Idoso, dos Noivos, Vocacional e Ministros Extraordinários da Distribuição da Sagrada Comunhão Eucarística – são alguns dos setores que desenvolvem diversas atividades na Paróquia, no inicio do novo milênio. O Calendário Pastoral Paroquial que é editado desde 2002 todos os anos demonstra a organização e vitalidade da vida paroquial.

 

       Esta é a confirmação da força da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo na história de Campinas, esta é a força do que representa a Basílica do Carmo como o marco inicial de uma grande cidade, vocacionada para brilhar mas que apenas resiste e avança pela atuação firme e decidida de seus cidadãos, pela ternura e generosidade de suas incontáveis mãos séculos afora.

 

      A imagem da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em pleno coração de Campinas, é a própria confirmação da sabedoria do tempo. Tudo passa, mas cada pedaço da parte frontal da Igreja lembra a eternidade, o que é perene e para sempre belo.

 

       O revestimento das torres, escorrendo pelos campanários, relógio e coro, finamente confeccionado em rendilhados. Nas janelas, os símbolos litúrgicos: pomba, pelicano, peixe e pavão. No centro da fachada, bem no topo, a Santa Cruz - nome da paróquia durante tanto tempo.

 

     Ainda na fachada, dois santos carmelitas, sobre os docéis esculpidos com esmero: Simão Stock e João da Cruz, legítimos representantes de duas grandes eras da Ordem do Carmo. Nascido no Condado de Kent, na Inglaterra, em 1165, São Simao Stock foi  quem recebeu a visita da Virgem do Carmelo, em meados do século XIII, no episódio que consagrou o símbolo e a força do escapulário, tão amado e procurado pelos séculos afora. Ele faleceu a 16 de maio de 1265.

 

       Ao lado está a imagem de São João da Cruz, o responsável pela reforma da Ordem Carmelita, três séculos depois, com o apoio de Santa Tereza de Avila. Conhecido como o Doutor Místico, São João da Cruz legou enorme influência na espiritualidade cristã. Nasceu em 1542, provavelmente no dia 24 de junho, em Fontiveros, província de  Ávila,  Espanha.

 

      Ingressando na Ordem dos Carmelitas em 1563, quando recebeu o nome de Frei João de São Matias, em Medina del Campo, fez sua profissão religiosa e estudou em Salamanca, entre 1564 e 1568. Em 1567 foi ordenado sacerdote e celebrou sua Primeira Missa, logo iniciando um processo de reforma da Ordem dos Carmelitas. Trocou o nome para João da Cruz e faleceria a 14 de dezembro de 1591, após ter imprimido importantes reformas na Ordem. Grande poeta, deixou entre suas obras o famoso “Noite escura”, que ainda intriga os especialistas e em que diz:

 

Em uma Noite ditosa,

tão em segredo que ninguém me via,

nem eu nenhuma cousa,

sem outra luz e guia

senão aquela que em meu seio ardia.

Só ela me guiava,

mais certa do que a luz do meio-dia,

adonde me esperava

quem eu mui bem sabia,

em parte onde ninguém aparecia.

 

      Logo abaixo dos dois santos, na ogiva do portal da Basílica, sorri a Nossa Senhora do Carmo com o Menino Jesus nos braços, rodeada de anjos e querubins. Ainda no portal, dois grupos de letras. D.O M, significando “Deo Otimo Maximo” (A Deus o Sumo Bem), e B.V.M, significando “Beatae Virgini Mariae” (Bem Aventurada Virgem Maria).

 

      Como indica o poema de São João da Cruz, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo funciona como grande guia, uma referência fundamental para a cidade que se tornou metropolitana a partir daquele espaço, onde funcionou pequena capela. Os dois relógios, com mostruário de louça, que se encontram nas torres, pertenceram à antiga cadeia pública de Campinas, e são eles mais um sinal de como essa Igreja é obra de arte e de fé, histórica, um patrimônio de valor incomensurável para os campineiros e todos brasileiros e cidadãos do mundo.

 

 

 

 

 

 

 

DATAS IMPORTANTES PARA PARÓQUIA

DE NOSSA SENHORA DO CARMO

 

Parte I – Antecedentes da Paróquia

Fase I – Primórdios da criação da Freguesia

1730-1774

 

1728 - Ano de concessão da primeira sesmaria em Campinas, ao coronel Antônio da Cunha de Abreu, com o nome de “Campinhos do Mato Grosso”. Segundo historiadores, a sesmaria nunca foi ocupada.

1740 a 1745 – Anos prováveis da chegada a Campinas, vindo de Taubaté, de Francisco Barreto Leme, que seria seu fundador oficial.

1767 – Primeiro censo no interior da capitania de São Paulo indica a presença de cerca de 400 moradores na paragem de Campinas.

15 de setembro de 1772 – Primeira petição, encaminhada às autoridades administrativas e eclesiásticas, pedindo criação de capela em Campinas, que dependia de Jundiaí. Petição assinada por Barreto Leme e outros.

18 de janeiro de 1773 - Autorização para construção de capela em Campinas, concedida pelo Cônego Antônio de Toledo Lara, governador do bispado de São Paulo.

7 de maio de 1774 - Bispo de São Paulo, d.Frei Manuel da Ressurreição, emite nova autorização para construção de capela provisória em Campinas, enquanto a Matriz não era viabilizada. Note-se que a autorização inicial de uma capela agora se transformou na autorização de construção de uma Matriz paroquial.

27 de maio de 1774 - Morgado de Mateus, chefe da Capitania de São Paulo, emite um bando, indicando Francisco Barreto Leme como fundador da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso.

14 de julho de 1774 – Ato de fundação oficial da Freguesia, com primeira missa, celebrada por Frei Antônio de Pádua Teixeira, nomeado vigário interino da nova Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, pelo bispo d.Frei Manuel da Ressurreição. Capela provisória erguida na altura do atual monumento-túmulo de Carlos Gomes, no Largo do Carmo, enquanto se iniciou a construção da Matriz onde hoje está a Basílica do Carmo.

 

 

 

Fase II – Instalação da Paróquia N.Sa Conceição

1774-1779

 

16 de março de 1779 – Frei Antônio de Pádua Teixeira deixa paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Assume a 23 de março de 1779 o padre José de Santa Maria Cunha como segundo vigário.

 

 

 

Fase III – Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, até a divisão e criação da Paróquia de Santa Cruz do Carmo

1779-1870

 

14 de fevereiro de 1781 – Frei José de Monte Carmelo Siqueira assume a paróquia de N.S.Conceição, onde permanece até junho de 1782.

26 de julho de 1781 - Inauguração da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde hoje está a Basílica do Carmo. A Matriz tinha uma capela-mor de 8,80 metros de comprimento por 7,04 metros de largura, e uma nave de 18,70 metros de comprimento e os mesmos 7,04 metros de largura da capela-mor. Até 1806 era um templo sem forro e com piso de terra socada.

13 de abril de 1782 – Morte de Barreto Leme, cujos restos foram enterrados na Igreja do Carmo.

23 de junho de 1782 – Padre Inácio José da Conceição Cintra é o quarto vigário de Campinas, ficando até 18 de janeiro de 1785.

2 de fevereiro de 1785 – Padre André da Rocha Abreu é o quinto vigário, permanecendo até  19 de janeiro de 1788.

3 de fevereiro de 1788 – Padre Manoel Joaquim de Freitas é o sexto titular da Paróquia de N.S.Conceição, permanecendo até 14 de agosto de 1790.

8 de setembro de 1790 - Padre Leandro Manoel Ribeiro é o sétimo vigário, permanecendo até 21 de dezembro de 1791.

6 de janeiro de 1792 - Inicio do pastoreio do padre Roque Gonçalves Cunha como vigário, ficando no cargo até 6 de agosto de 1795.

6 de setembro de 1795 – Começa paroquiato do nono vigário, padre Bernardo de Sampaio Barros, que permanece até 6 de agosto de 1797, sendo sucedido por padre Joaquim José Gomes, o décimo vigário.

14 de dezembro de 1797 – Instalação da Vila de São Carlos, pela força da cana-de-açúcar.

2 e 9 de setembro de 1801 – Visita pastoral à Vila de São Carlos do bispo de São Paulo, d. Mateus de Abreu Pereira, que recomenda construção de nova Matriz no lugar da anterior, recomendação esquecida posteriormente.

1817 – Inauguração das obras, ainda incompletas, da Igreja do Rosário.

27 de agosto de 1831 – Falecimento do padre Joaquim José Gomes, que permanecera 34 anos à frente da Paróquia de N.S.Conceição.

8 de outubro de 1831 – Início do curto vicariato do padre Manoel José Ferreira Pinto, 11o vigário. Ficou apenas três meses.

21 de fevereiro de 1832 – Posse do vigário, padre Joaquim Anselmo de Oliveira, grande crítico da escravidão. Ficou até agosto de 1838.

19 de julho de 1836 – Antônio Carlos Gomes é batizado na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, pelo padre Joaquim Anselmo de Oliveira. Carlos Gomes nasceu a 11 de julho.

1o de setembro de 1838 – Início de mais um longo paroquiato, do padre dr.João de Almeida Barbosa, que permanece até dezembro de 1855.

5 de fevereiro de 1842 - Por determinação do governador de São Paulo, Barão de Monte Alegre, a Vila de São Carlos é elevada à condição de cidade de Campinas.

26 de março de 1846 – Início da visita de cinco dias a Campinas de d.Pedro II, que motivou a transferência da sede da paróquia da Matriz, em situação extremamente precária, para a Igreja do Rosário, onde ficou até 1852. Houve uma proposta de derrubada da chamada Matriz Velha, o que foi impedido pelo povo.

30 de dezembro de 1855 – Posse do novo vigário, padre Antônio Cândido de Mello, permanecendo até 28 de agosto de 1860.

1860 a 1864 – Paroquiato de padre Joaquim José Vieira, artífice da Santa Casa de Misericórdia de Campinas, inaugurada em 1o de outubro de 1876.

3 de  fevereiro de 1883 - Padre Vieira indicado bispo do Ceará, com confirmação a 9 de dezembro. É o primeiro bispo de vários que passaram pela atual Igreja de Campinas. Padre Vieira faleceu a 8 de julho de 1917, e seus restos foram enterrados na área da Santa Casa de Campinas, sendo depois transferidos para a Cripta da Catedral.

24 de abril de 1864 – Posse do padre José Joaquim de Souza e Oliveira, como pároco da Paróquia de N.S.Conceição. Primeiro vigário negro.

 

 

 

PARTE II

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO CARMO

Fase IV – Paróquia e Matriz de Santa Cruz do Carmo

1870-1938

 

18 de abril de 1870 – Criação da Paróquia de Santa Cruz, pela Lei Provincial 85, em função do desmembramento da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Provimento canônico a 4 de maio de 1870 e no dia 8 instalação da nova paróquia, tendo o padre Francisco de Abreu Sampaio como 1o pároco, até 1887. A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição fica sediada na Igreja do Rosário, até 1883, com a inauguração da nova Matriz, atual Catedral.

15 de abril de 1871 - O bispo d.Joaquim Manoel Gonçalves de Andrade confirma que a padroeira da Paróquia de Santa Cruz é Nossa Senhora do Monte Carmelo (ou Nossa Senhora do Carmo).

1o de fevereiro de 1887 – Posse do padre João Batista Corrêa Nery como 2o pároco do Carmo, permanecendo até 1894. Dois anos depois, terá grande atuação no atendimento às vítimas da febre amarela.

5 de abril 1891 – Inauguração da Conferência de São Vicente de Paulo da Conceição e Santa Cruz de Campinas.

9 de junho de 1891 – Novas divisas entre as duas paróquias, estabelecidas pelo bispo de São Paulo, d.Lino Deodato.

1o de janeiro de 1892 - Primeiro jornal católico de Campinas,  "Verdade".

31 de janeiro de 1892 – Chegada da nova imagem do Coração de Jesus, providenciada pelo Apostolado da Oração.

10 setembro de 1893 - Instalação do Círculo Católico São José.

31 de janeiro de 1894 - Instalação, em prédio particular na Rua do Bom Jesus, do Clube Católico.

6 de março de 1894 -  Inauguração da Escola Paroquial de Santa Cruz, fundada pelo Círculo Católico.

9 de junho de 1896 - Cônego João Nery nomeado bispo de Espírito Santo. Ele falece a 1o de fevereiro de 1920, quando já era bispo de Campinas.

1894-1898 – Conego Scipião, 3o pároco de Santa Cruz do Carmo.

1894 – 1896 – Padre Landell de Moura é vigário substituto da paróquia de Santa Cruz do Carmo. Para muitos autores, ele é o verdadeiro inventor do rádio.

4 de janeiro de 1897 - Padre Manuel Ribas d´Ávila nomeado pro-pároco e em seguida o 4o pároco da Paróquia de Santa Cruz do Carmo, substituindo o cônego Scipião Ferreira Goulart e ficando no cargo até 1904.

25 de março de 1898 – Inauguração da capela de Nossa Senhora dos Remédios na Matriz de Santa Cruz do Carmo. Construída pelos paroquianos, como promessa pelo fim da febre amarela, que atingiu Campinas, em vários surtos, até 1897.

25 de março de 1899 -  Inauguração da torre unica da Igreja do Carmo, do lado da rua Sacramento.

28 de julho de 1900 - Capela de Santo Antonio da Vila de Americana, originalmente ligada à paróquia de Santa Cruz do Carmo, transformada em paróquia.

22 de janeiro de 1903 - Desmembramento do distrito de paz da Vila de Cosmópolis da paróquia de Mogy Mirim. O distrito de Cosmópolis foi incorporado à paróquia de Santa Cruz de Campinas.

6 de novembro de 1904 - Benção da imagem de Nossa Senhora do Carmo, vinda de Barcelona, Espanha.

2 de dezembro de 1904 - Benção do estandarte do Apostolado do Coração de Jesus.

18 de dezembro de 1904 – O 5o pároco, padre Francisco de Campos Barreto, assume a direção da paróquia de Santa Cruz do Carmo, onde permanece até 1911. Padre Ribas d´Ávila nomeado diretor do Colégio Diocesano em São Paulo.

18 de dezembro de 1904 - Começa a publicação do “Mensageiro Parochial”.

2 de fevereiro de 1905 – Criação em Campinas da Liga da Boa Imprensa, por iniciativa do bispo diocesano.

14 de janeiro de 1906 -  Criação da União de Santo Agostinho.

Agosto de 1907 – Inauguração de duas novas torres de fronstispício da Igreja do Carmo.

13 de setembro de 1907 - Sociedade São Vicente de Paulo inaugura Vila Vicentina na rua Sales de Oliveira.

13 de maio de 1907 - D.João Baptista Correa Nery torna-se bispo de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais.

7 de junho de 1908 – Criação da Diocese de Campinas, desmembrada da arquidiocese de São Paulo.

18 de outubro de 1908 -  Instalação e inauguração oficial da Diocese de Campinas.

1o de novembro de 1908 - Posse de d.João Baptista Corrêa Nery, primeiro bispo de Campinas, com procissão começando na Matriz de Santa Cruz do Carmo.

9 de julho de 1909 – Criação, por determinação de d.Nery, da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, após extinção da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Paróquia de Santa Cruz.

Maio de 1911 - Monsenhor Francisco de Campos Barreto  nomeado como bispo de Pelotas, no Rio Grande do Sul.  Sagração episcopal a 27 de agosto de 1911, na Catedral de Campinas.

16 de julho de 1911 - Cônego Otavio Chagas de Miranda assume Paróquia de Santa Cruz do Carmo, como 6o pároco, prosseguindo até 1916.

13 de setembro de 1914 - Benção da imagem de Santa Filomena.

14 de fevereiro de 1915 - Benção da imagem de Santa Tereza, doada por irmãos terceiros do Carmo.

13 de fevereiro de 1916 -  Nomeação do cônego Octavio Chagas de Miranda como bispo de Pouso Alegre (MG). Quarto ex-titular da paróquia de Santa Cruz do Carmo nomeado bispo.

27 de fevereiro de 1916 - Inauguração, em território da Paróquia de Santa Cruz do Carmo, da Maternidade de Campinas.

1o de junho de 1916 - Monsenhor Manoel Ribas d´Ávila, o 7o pároco, assume Paróquia de Santa Cruz do Carmo e fica até 1919.

31 de janeiro de 1919 - Cônego Samuel de Oliveira Fragoso, 8o pároco, sucede a monsenhor d’Ávila na Paróquia do Carmo, onde fica até 1924.

30 de janeiro de 1920 - Inauguração da capela de Nossa Senhora do Bom Conselho.

1o de fevereiro de 1920 – Morte de d.Nery.

14 de novembro de 1920 - Posse como bispo de Campinas de d. Francisco de Campos Barreto.

26 de março de 1922 – Inauguração do altar de mármore da capela do Santíssimo.

2 de dezembro de 1923 - Inauguração da capela do Senhor Bom Jesus do Bonfim.

12 de outubro de 1924 - Cônego Idílio Soares assume a Paróquia do Carmo como 9o pároco.

13 de fevereiro de 1929  - Reunião com representantes da paróquia, para discutir a reforma completa da Igreja do Carmo.

junho de 1929 – Comissão de Obras nomeada, com d.Barreto na presidência de honra e Cláudio Celestino Soares como presidente.

setembro de 1930 – Começam obras de demolição da Matriz de Santa Cruz, começando pelo corpo da Igreja.

4 de dezembro de 1932 – Posse do novo e 10o pároco, cônego Francisco Borja do Amaral.

23 de setembro de 1933 – Inauguração do Coro Carmelitiano pelos irmãos terceiros carmelitas, com atuação aos sábados.

27 de agosto de 1936 -  D.Francisco de Campos Barreto cria Paróquia de Nossa Senhora das Dores, no Cambuí, com novo desmembramento da Paróquia de Santa Cruz do Carmo.

31 de dezembro de 1936 - Inauguração da Capela do Santíssimo, do alto falante, dos vitrais da Casa Conrado de São Paulo e do piso de granito artificial.

13 de março de 1938 -  Inaugurado o relógio.

1939 – Inauguração da nova Matriz de Nossa Senhora do Carmo, totalmente reconstruída no seu aspecto atual, sede da paróquia do mesmo nome, sucessora da Paróquia de Santa Cruz do Carmo.

 

 

 

Fase V – Matriz e Basílica de NS Carmo (desde 1939)

 

1940 – Cônego Borja do Amaral nomeado bispo de Lorena (SP). Aniger Melillo assume Paróquia do Carmo como o 11o pároco.

20 de maio de 1941 -  Fundação da Sociedade Campineira de Educação e Instrução, embrião da futura Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).

12 de julho de 1942 – Inauguração da Obra da Adoração Perpétua, destinada a promover o culto do Santíssimo Sacramento, na rua Regente Feijó.

4 e 7 de setembro de 1942 - Cônego Aniger Melillo preside cerimônias na paróquia do Carmo associadas ao IV Congresso Eucarístico Nacional, realizado em São Paulo.

1943 a 1947 - Cônego Raphael Roldan dirige a Paróquia do Carmo como 12o pároco.

1947 e 1963 - Monsenhor Lázaro Mutschele é o titular da paróquia de Nossa Senhora do Carmo como 13o pároco.

1953 – Instalação do órgão Tamburini, vindo da Itália.

29 de maio de 1960 – Nomeação de Aniger Melillo, ex-pároco do Carmo, como bispo de Piracicaba.

1963 a 2000 – Monsenhor Geraldo Azevedo é o titular da Paróquia do Carmo, como seu 14o pároco.

6 de novembro de 1974 - Breve Apostólico do Papa Paulo VI, com decreto Sacra illa aedes, conferindo o título de Basílica Menor à Matriz do Carmo.

22 de junho de 1975 - Instalação da Basílica do Carmo, com solenidade presidida pelo núncio apostólico no Brasil, Arcebispo Carmine Rocco.

20 de maio de 1979 - Festa do Céu na Basílica do Carmo, com a participação do arcebispo D.Gilberto Pereira Lopes, sendo celebrada a sagração do novo Altar-mor do Sacrifício Eucarístico.

28 de março de 1982 - Posse da primeira diretoria do Serra Clube de Campinas.

14 de março de 1983 – Internação de monsenhor Geraldo Azevedo no Hospital “Celso Pierro”, da PUC-Campinas, onde se descobriu que ele contraíra polirradiculoneurite, também conhecida como Síndrome de Guillain-Barre. Padre Luiz Carlos Magalhães é vigário substituto até volta de monsenhor Geraldo, em 1985.

2 de março de 1985  - Despedida do padre Luiz Carlos Magalhães, vigário substituto, e volta do monsenhor Geraldo que reassume a paroquia.

4 de outubro de 1987 – Introdução da imagem de São Francisco de Assis.

19 e 23 de setembro de 1988 - Salão paroquial do Carmo sedia a Semana Paulo VI, com participação de d.Helder Câmara e padre José Comblin, entre outros.

4 de fevereiro de 1990 - Padre Ercílio Turco, ex-coadjutor na paróquia de Nossa Senhora do Carmo, sagrado bispo da diocese de Limeira.

Março de 1993 - Posse da primeira diretoria do reestruturado Conselho Pastoral, com Sebastião Ximenes na presidência.

8 de maio de 1994 – Chegada a Campinas, vinda de Portugal, da imagem de Nossa Senhora de Fátima, doada pela comunidade portuguesa à Paróquia do Carmo. A imagem é entronizada na Basílica do Carmo a 13 de maio, no lado direito do altar principal.

3 e 4 de dezembro de 1994 - Primeira Vigília Eucarística de Missas na Basílica do Carmo, com celebração de  11 missas consecutivas.

22 de março de 1997 – Inauguração da cruz no frontispício da Basílica.

19 de maio de 1999 - Entronização da imagem de São Expedito.

17 de julho de 2000 – Internação de Monsenhor Geraldo na Casa de Saúde de Campinas, para cirurgia de catarata e a 22 de junho de 2000 falecimento de monsenhor Geraldo Azevedo, na Casa de Saúde de Campinas, por seqüela de um acidente cirúrgico.

 

 

 

FASE VI

Transição para o Terceiro Milênio

 

9 de setembro de 2000 – Padre Pedro Carlos Cipolini assume a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, como 15o pároco. Continua as obras de restauro da Basílica, iniciadas pelo antecessor.

6 de março de 2001 - Pedro Cipolini nomeado Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano de Campinas.

Março de 2002 – Lançamento do primeiro número do boletim informativo “Nosso Carmo” e do site da Paroquia.

Março de 2002 – Aprovação do novo estatuto da Ordem Terceira do Carmo.

Abril de 2003 – Assembleia Paroquial, com participação de 72 agentes de pastoral, define prioridades: Formação, Comunicação e Acohimento.

9 de maio de 2003 - Basílica recebe a visita do Núncio Apostólico no Brasil, d.Lorenzo Baldisseri.

13 de maio de 2004 – Tombamento da Basílica do Carmo, pelo Condepacc.

9 de março de 2006 - Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC) aprova plano de reforma dos vitrais da Basílica do Carmo.

16 de julho de 2009 entrega dos vitrais da Basílica totalmente restaurados, durante missa solene da Padroeira  presidida pelo Sr. Arcebispo Dom Bruno Gamberini.

 

 

 

 

 

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