"Basílica do Carmo" by Marco Angeli

 

Basílica do Carmo:

História de fé no coração de Campinas

 

José Pedro Soares Martins

 

Campinas, Ed.Komedi, 2010

 

 

Apresentação

Introdução

Síntese Introdutória

Primeira Parte

Antecedentes da Paróquia de N.Sra.do Carmo

Fase I

Primórdios da criação da Freguesia

1730-1774

Fase II

Instalação da Paróquia N.Sra.da Conceição

1774-1779

Fase III

Paróquia de N.Sra.da Conceição até a divisão e criação da Paróquia de Sta.Cruz do Carmo

1779-1870

Segunda Parte

Paróquia N.Sra.do Carmo

Fase IV

Paróquia e Matriz Sta.Cruz do Carmo

1870-1938

Fase V

Matriz e Basílica N.Sra.do Carmo

(desde 1939)

1939-2000

Fase VI

Transição para o Terceiro Milênio

2000 - e o futuro...

 

PARTE I

Antecedentes da Paróquia do Carmo

Fase I

Primórdios da criação da Paróquia

A carteira de identidade de Campinas

Pousos de tropeiros no meio do mato grosso

Busca da autonomia e assistência espiritual

Autorização para ereção da capela

Mandado de Comissão ao Vigário de Jundiaí em vista da construção da capela

A fundação de Campinas e da Paróquia (Freguesia) de N.Sra.da Conceição

Barreto Leme, tradição de desbravamento

Frei Antonio de Pádua Teixeira, o co-fundador

Os outros pioneiros da Cidade e da Igreja

Dom Frei Manuel da Ressurreição, atuação decisiva

Fase II

Instalação da Paróquia N.Sra.da Conceição

Largo do Carmo, marco zero de Campinas

Pe. José de Santa Maria Cunha

Inauguração da Matriz

Pe. André da Rocha Abreu

Pe. Manoel Joaquim de Freitas e outros Vigários

Pe. Joaquim José Gomes, a Vila de São Carlos e ideia de nova Matriz

Pe. Fasijó em sua passagem por Campinas

Igreja do Rosário, um marco no centro da cidade

Fase III

Paróquia de N.Sra.da Conceição até a divisão e criação da Paróquia de Sta.Cruz

Pe. Manoel José Ferreira Pinto

Pe. Joaquim Anselmo de Oliveira, crítico da escravidão, enquanto Campinas se torna cidade

Carlos Gomes, a música de Campinas para o mundo

Pe. Dr. João de Almeida Barbosa e o começo da ascensão do café

Primeira visita de Dom Pedro II (1846) e transferência da Matriz para a Igreja do Rosário

Situação do prédio da Matriz Velha

Pe. Antonio Cândido de Mello: novo susto e peste no Paço Municipal

Pe. Joaquim José Vieira, fundador do primeiro hospital de Campinas: a Santa Casa

Polêmica antes da criação da Paróquia de Sta.Cruz

 

Parte II

Paróquia N.Sra.do Carmo

Fase IV

Paróquia e Matriz de Sta.Cruz

Criação e instalação da Paróquia de Sta.Cruz, depois do Carmo

Auto de instalação da Nova Freguesia de Sta.Cruz na cidade de Campinas

Matriz de Sta.Cruz do Carmo na década de ouro do café e seu 1º Pároco

2º Pároco, Côn. Nery, no combate à febre amarela: um novo Bispo

Côn. Scipião, 3º Pároco. Pe. Landell de Moura, o "Pai do Rádio"

Pe. Landell, humildade de um grande cientista

Pe. D'Avila, 4º Pároco de Sta.Cruz do Carmo: Campinas pós febre amarela

Diocese de Campinas, no paroquiato de Côn. Barreto, 5º Pároco do Carmo

Côn. Otávio, 6º Pároco: guerra no mundo, bibliotecas em Campinas

Mons. Ribas D'Avila, 7º Pároco, quando a gripe espanhola assusta Campinas

Côn. Fragoso, 8º Pároco: centenário da Independência e novo Bispo

Côn. Idilio, 9º Pároco: uma nova Matriz, oficialização do nome definitivo da Paróquia do Carmo

Um escultor italo-brasileiro que fez história

Côn. Amaral, 10º Pároco: conclusão da Matriz do Carmo

Lélio Coluccini, o escultor de Campinas

O pintor das igrejas

Fase V

Matriz e Basílica de N.Sra.do Carmo

(desde 1939)

Côn. Aniger, 11º Pároco e o Congresso Eucarístico

Morte de Dom Barreto

Congresso Eucarístico

Côn. Raphael Roldan, 12º Pároco e o final da II Guerra Mundial

Mons. Lázaro, 13º Pároco: pintura e órgão para a Matriz

Vocação para a música

Côn. Geraldo Azevêdo, 14º Pároco: a Matriz se torna "Basílica do Carmo"

Breve papal de criação da Basílica Menor de N.Sra.do Carmo

1. O título de Basílica e o seu significado histórico

Símbolos da Basílica

2. A Igreja nas ondas do rádio e do povo

3. Campanha da Fraternidade

Celebrações

4. Transformações no Carmo

5. Outras Campanhas

6. Doença de Mons. Geraldo

7. Atuação pastoral e administração

8. Tempo de mudanças

Mais um Bispo do Carmo

9. Reestruturação para o futuro

10. Chegada do novo milênio e falecimento de Mons. Geraldo

Fase VI

Basílica no Terceiro Milênio

Côn. Pedro Carlos Cipolini, 15º Pároco: o protagonismo dos leigos e a missão na cidade

1. Comunhão e participação

2. Sólida formação para servir

3. Continuidade do restauro da Basílica, agora Patrimônio Histórico

4. Incentivo à participação e acolhimento: pólo missionário

Olhar para a comunicação

Celebrações emocionantes

5. Aprofundando o planejamento

Datas importantes para a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo

 

 

 

 

*

“Ao transpor os umbrais da Matriz do Carmo,

nenhum campineiro, amigo de sua

terra, pode deixar de sentir a alma

presa de veneração pelas remotas tradições

que vêm de família em família

até nossos dias”

Leopoldo Amaral

 

 

 

APRESENTAÇÃO

 

Apresentar uma obra como a que você, caro leitor, tem em mãos, é uma grande satisfação. O autor, já conhecido de todos, com sua competência e estilo agradável  resgata um aspecto às vezes esquecido da história de nossa cidade, qual seja, o aspecto religioso. Isto é feito através do tema principal em torno do qual se escreveu este livro: a trajetória histórica da Paróquia Nossa Senhora do Carmo que tem como igreja Matriz  a Basílica de N. Senhora do Carmo, situada no coração de Campinas.

 

Sim, podemos dizer que está no coração da cidade, pois, comparando uma cidade a um organismo vivo qual seja, um ser humano, podemos dizer que a cidade tem no seu centro o seu coração. Centro de cidade tantas vezes descuidado, mas que guarda em seus monumentos, a origem, a inspiração inicial e a força motivadora que fez a cidade chegar até onde chegou hoje, com sua industria e comércio como braços potentes e com seu cérebro: a rede de ensino que enclui várias universidades. Tudo começou no centro da cidade que deveríamos revisitar para não perder a memória.

 

Alguns sociólogos ao tentarem estudar a fundação da cidade, tendem hoje a prescindir do aspecto religioso. É uma historiografia pautada pelo positivismo e materialismo histórico, com redução da religião, vista sobre o prisma da análise de relações grupais na trama cotidiana das lutas sociais: “E nestas lutas dos homens entender o papel da religião como luta de interesses. Interesses de agentes definidos idealmente, diria M. Weber. Interesses radicados na busca dos leigos, que vestem seus interesses temporais de vestes sagradas” (cf. L. R. Benedetti, in Os santos nômades e o deus estabelecido, S. Paulo, Paulinas, 1984, p. 13).

 

Assim se reduzem as motivações religiosas a camuflagem de motivações puramente materialistas, deixando as mesmas de existirem na sua verdade e legitimidade. Não podemos deixar de ver nisto a releitura dos fatos históricos com base em determinadas ideologias ao invés de ler os fatos no seu contexto histórico como realmente se deram.

 

Ao contrário destes autores, um historiador consagrado como Celso Maria de Mello Pupo vai afirmar com muita propriedade que: “Se o anseio religioso foi em pulso que encorajou  Barreto Leme a se dispor à construção da capela, a doar o patrimônio da freguesia, esta mesma foi a razão das preocupações de Frei Antonio de Pádua (...) A milenar convicção religiosa da nossa gente, acompanhando toda a vida portuguesa com os descobrimentos, desbravamentos, povoamento e desenvolvimento das províncias ultramarinas de Portugal, nunca se ausentaram da vida de Campinas, desde as primeiras praças” (cf. in Campinas, seu berço e juventude, Publicações da ACL, Campinas, 1969, pp. 38 e 104).

 

Mello Pupo, levando em conta o contexto histórico e a trama complexa da conjuntura com seus interesses afirma, sem porém negar o sentimento religioso do povo e sua força motivadora na fundação de Campinas: “Campinas se fez com as doações do fundador, com trabalho idealístico e apostólico do franciscano, com a caridade do Bispo e com o desejo de fundar vilas do Capitão Geral (cf. Idem, p. 51). Esta acertiva leva em conta a vontade inicial e a participação popular no anseio religioso de se construir a capela e consequentemente a freguesia e o distrito. Ao contrário de certas versões que atribuem somente à vontade e ao projeto do Capitão Geral de S. Paulo – Morgado de Matheus -  a decisão de fundar Campinas. Aliás o Capitão Geral era extremamente religioso e pertencia à ordem terceira de S. Francisco (cf.  A. Ortmann, História da Antiga Capela da Ordem Terceira, in Revista do Patrimônio Histórico e Artístico nacional, XVI, p. 119).

 

Creio que esta obra fornece uma importante contribuição, no sentido de resgatar a história da cidade de Campinas, levando-se em conta o aspécto religioso o qual faz parte da sociedade humana de todos os tempos e tem sido motivação para grandes feitos.

 

Que este livro sirva de inspiração e ajude em outras pesquisas futuras.

 

 

Côn. Dr. Pedro Carlos Cipolini

Pároco-Reitor da Basílica do  Carmo

 

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

      A tarde cai, os últimos raios de sol refletem a imagem da Basílica de Nossa Senhora do Carmo no piso da praça Bento Quirino. A moldura do edifício gótico destaca-se no centro nervoso de uma cidade à primeira vista indiferente, alheia ao roteiro de uma história impressionante. História tecida por múltiplas mãos, de reluzentes personagens, que se desenrolou naquele espaço reduzido, agora mais espremido, compactado, entre os gigantes de concreto e as artérias de asfalto por onde escorre o sangue da metrópole.

 

      Mas estão por toda parte, nesse pedaço vibrante da área central de Campinas, os sinais do tributo prestado diariamente, em silêncio, com humildade e paixão, à primeira Igreja, ao marco inicial de uma cidade hoje de porte metropolitano. Uma cidade que se projetou no cenário nacional e internacional por suas realizações na esfera científica e tecnológica, pelos seus filhos que brilharam no  campo das artes, da política, da ação social.

 

      Do lado oposto ao local onde foi erguida a Basílica, um monumento sinaliza o preito da cidade ao seu primeiro templo de fé. Foi nesse ponto, que sediou a capela provisória original, onde foi instalado o túmulo daquele que é o maior símbolo da vocação campineira para o brilho, o maestro Antônio Carlos Gomes. Escolha perfeita, coerente com a biografia do músico que começou a carreira pública  justamente na Igreja do Carmo – ali seu pai era mestre capela - onde foi batizado  e começou a encantar por suas composições e precocidade.

 

      Nas costas da Basílica, outro indicador do reconhecimento à importância histórica dessa Igreja. A rua que toca a parte de trás da Igreja recebeu o nome de Barreto Leme, o fundador oficial de Campinas, o líder que, com outros sesmeiros, tornou vitorioso o movimento pela criação de um núcleo urbano no território que, em meados do século 18, era um bairro rural de Jundiaí.

 

      A galeria de homenagens não pára por aí. Separando a  praça, a meio caminho entre a Basílica e o monumento-túmulo de Carlos Gomes, está a avenida Benjamin Constant, uma das principais referências do movimento republicano que mudou para sempre a história do Brasil. Um movimento que teve alguns de seus líderes igualmente batizados na paróquia do Carmo, como Francisco Glicério (ministro da Agricultura e senador) e Manoel Ferraz de Campos Salles, segundo presidente da República do Brasil, na virada dos séculos 19 e 20.

 

      Outro que passou pela pia batismal do Carmo, que é lembrado também a poucos metros da Igreja, é o advogado e poeta César Bierrenbach, o grande idealizador do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), a instituição que durante muito tempo foi o grande emblema do brilho cultural de Campinas, organização que mantém o Museu Carlos Gomes e o Museu Campos Salles, além de ter uma das mais completas bibliotecas do país.

 

      O monumento a César Bierrenbach está na praça Bento Quirino,  que se transformou em panteão a céu aberto dos grandes nomes, das personalidades da história Campinas. Mais um indício de como a cidade enxerga naquele espaço, em torno da Basílica do Carmo, a sua grande referência cultural, a síntese de sua identidade histórica. 

 

      Foi a partir do espaço em torno da Basílica do Carmo que se traçou o perfil urbano de Campinas. Foi a partir desse local que se desenharam os contornos da trajetória que vai da pequena comunidade rural, do longínqüo ano de 1774, à sede da mais nova região metropolitana brasileira. É uma linha do tempo que resume o drama da história brasileira, do passado colonial e escravista, e dos ciclos da cana e do café, à epopéia republicana e industrial, preparando o terreno para a urbe das universidades, dos grandes colégios, das organizações sociais e de um vigoroso pólo de serviços, ancorado na vocação científica e tecnológica.

 

      A cidade capacitada para enfrentar os desafios da Sociedade do Conhecimento, da hegemonia das tecnologias de informação e comunicação, tem sua gênese nesse espaço, no território da Basílica do Carmo. É ali, no coração de Campinas, que se desenrolou uma história de fé, de crença em ideais, de visão de homens e mulheres que acreditaram na possibilidade de construção de uma cidade diferenciada no ambiente brasileiro.

 

      Mas o espaço onde está a Basílica do Carmo, e especificamente essa bela Igreja, é sobretudo especial para a história da Igreja Católica no Brasil. Alguns números e fatos ilustram a importância da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo para a comunidade cristã em geral e católica em particular.

 

      A Paróquia do Carmo é uma das que mais forneceram bispos para a Igreja brasileira e universal: foram cinco padres que passaram pela paróquia, que se tornaram membros do episcopado. Outros párocos não se tornaram bispos, mas seus nomes ficaram gravados na memória coletiva, como o padre Landell de Moura (considerado por muitos especialistas como o verdadeiro inventor do rádio) ou o Cônego Geraldo Azevedo, que esteve por 37 anos à frente da paróquia. A Paróquia do Carmo foi ainda o berço de importante ordem religiosas, além de ter sido o espaço onde se criou a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), uma das mais importantes universidades comunitárias do país.       

 

      O portal da Basílica do Carmo é um símbolo magnífico. Essa Igreja é única, por sua história e importância. Os inúmeros símbolos que compõem a arquitetura da Basílica indicam a perenidade do tempo, a eternidade de uma história de fé no coração de Campinas.

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE INTRODUTÓRIA

 

PRIMEIRA PARTE

 

 

Antecedentes da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo

 

   Período prévio e de constituição do núcleo urbano de Campinas, em torno da área central hoje conhecida como Largo do Carmo. Nesta etapa está a criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso, simultaneamente à da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que funciona na primeira Igreja Matriz de Campinas – a atual Basílica de nossa Senhora do Carmo. O período vai até 1870, quando a paróquia é dividida, com a criação da Paróquia de Santa Cruz (depois paróquia do Carmo), sediada na primeira Igreja da cidade. A sede da paróquia de Nossa Senhora da Conceição é transferida para a então chamada Matriz Nova – atual Catedral Metropolitana de Campinas. 

 

 

 

Fase I – Primórdios da criação da Freguesia

1730-1774

 

·         Fase prévia e de criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso, com a presença dos pioneiros colonizadores, muitos deles vindos do Vale do Paraíba, incentivados pela concessão de sesmarias, como Francisco de Barreto Leme, em torno da década de  1730. Vai-se povoando o bairro rural que segundo recenseamento de 1767 já contava com 61 famílias.

 

  • O desejo de autonomia de Jundiaí e os interesses estratégicos de Lisboa se conjugaram para a criação da Freguesia, oficialmente a 14 de julho de 1774, data de fundação de Campinas, conforme oficializada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito em 1971 (Lei Municipal no 3.984). Barreto Leme é o fundador.

 

  • Simultaneamente, é criada a paróquia de Nossa Senhora da Conceição. O primeiro pároco, que celebrou a primeira missa na freguesia, é o franciscano frei Antônio de Pádua Teixeira, que é então considerado co-fundador de Campinas – inclusive porque, com ele, veio a sua família, muito importante na história econômica e política local.

 

MUNDO E BRASIL NA FASE I

MUNDO

 

1724-1730 – O papa Bento XIII (nascido Pietro Francesco Orsini, 1649-1730) é o único com descendência na família real portuguesa da dinastia de d.Dinis.

 

1729 – Composição de “A Paixão Segundo São Mateus”, por J.S.Bach: a Igreja é referência da cultura.

 

1730-1740 – Papa Clemente XII (nome escolhido por Lorenzo Corsini, 1652-1740), descendente de uma família nobre de Florença.

 

1740 – 1758 – Papa Bento XIV (nome de Prospero Lorenzo Lambertini, 1675-1758), eleito em um dos mais longos conclaves da história da Igreja.

 

1751 – A publicação do primeiro volume da “Enciclopédia”, de Diderot, é um marco no humanismo moderno e anúncio do Iluminismo. 

 

1759 – Publicação de “Cândido”, por Voltaire, outro marco iluminista.

 

1758 – 1769 - Papa Clemente XIII (nome de nascimento, Carlo dela Torre Rezzonico, 1693-1769), nascido em Veneza, filho de barão. 

 

1762 – Rosseau publica “Contrato Social”.

 

1769 – 1774 – Papa Clemente XIV (nascido como Giovanni Vincenzo Antonio Ganganelli, 1705-1774) era frade franciscano, como frei Antônio de Pádua Teixeira, que rezou a primeira missa da Freguesia de Campinas – criada  no papado de Clemente XIV.

 

BRASIL

 

1717 – Imagem de Nossa Senhora da Conceição aparece nas águas do rio Paraíba do Sul e torna-se a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

 

1750 – Marquês de Pombal nomeado secretário de Estado, no reinado de D.José I, dando início a  modificações na estrutura do Império português, sob a influência do Iluminismo. Ele vai incentivar a criação de vilas e freguesias no Brasil, como forma de garantir a posse do território, ameaçado por incursões espanholas.. A Freguesia de Campinas será criada neste cenário.

 

1755 – A destruição de Lisboa por um terremoto estimula a Coroa Portuguesa a acelerar ocupação e exploração das colônias. A descoberta de ouro impulsiona ainda mais a ocupação do Brasil, com a abertura do Caminho de Goiás, entre S. Paulo e o interior, passando pela futura Campinas. Entre 1700 e 1770 o Brasil é responsável por metade do outro extraído no planeta entre séculos XVI e XVIII (Roberto C. Simonsen, “História Econômica do Brasil”)

 

1759 – Jesuítas são expulsos do Brasil, por decisão de Pombal.

 

1763 – Transferência da capital do Brasil de Salvador (BA) para o Rio de Janeiro, refletindo importância cada vez maior do Sudeste-Sul na economia/política nacional. 

 

1777 – Morte de D.José I põe fim à hegemonia do Marquês de Pombal. D.Maria I assume o reino. Morgado de Mateus, o chefe da Capitania de São Paulo que havia nomeado Barreto Leme como fundador de Campinas, cai com o seu protetor, o Marquês de Pombal.

 

 

 

 

 

 

 

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