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Dom Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor da Basílica - de 2000 a 2010

 

 

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14/07/2010

Mensagem de saudação do novo Bispo

à Diocese de Amparo

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Palavra do Pároco

 

 

 

 

ALEGRIA DE DEZEMBRO

 

A alegria de dezembro é o Natal! Preparamo-nos para celebrá-lo no período do Advento e quando ele chega é sempre uma data especial, a cada ano. Neste dia uma força mágica toma conta do coração das pessoas. Aflora o desejo de um mundo novo de paz, solidariedade e bênçãos de Deus. É o Natal do Menino Jesus!

 

Nós sabemos que a data exata do nascimento de Jesus é desconhecida. Foi marcado pela Igreja o dia 25 de dezembro para comemorar o aniversário de Jesus. Era um dia especial na cultura do mundo do Império Romano, que apenas tinha aceito o cristianismo, através do imperador Constantino. Este dia marcava o início do fim do inverno, o sol começava a vencer, derretendo a neve que por longos meses haviam mantido toda a vegetação amortecida.

           

Jesus é o sol verdadeiro. Vindo a este mundo ele nos redimiu e ampliou nossa possibilidade de vida: a vida eterna! Com Jesus foi vencido o inverno do pecado e da morte, que mantinha o mundo na escravidão. Jesus é o salvador e libertador nosso.

 

Assim esta data adquiriu um sentido muito forte para as culturas do hemisfério Norte. Aqui no sul do mundo é calor, a natureza exuberante celebra a força da natureza que não tem inverno rigoroso. Mas mesmo assim, o sol tem seu simbolismo, pois, toda esta festa de cores, a maravilha da natureza no verão, nos remete à força do sol que ilumina e faz acontecer o colorido da vida.

           

No período do Advento, a Liturgia coloca diante de nós figuras exemplares que souberam esperar com firme  esperança e operosidade a vinda do Salvador: o profeta Isaías, João Batista, José e Maria, a mãe de Jesus. Maria e José, mais que ninguém, souberam acolher Jesus. São exemplos para nós.

           

Muitos comemorarão o Natal com uma ceia e é um costume bonito. A ceia de Natal não tem como finalidade somente satisfazer o apetite, comer... O significado é mais profundo: estar juntos, encontro, amizade, convívio e alegria. Depois da missa de Natal, a ceia em família tem um significado que vai além das outras comemorações. Ela é cheia de gratidão, expressão do encontro entre o céu e a terra, das pessoas entre si.

           

No Natal, celebramos o encontro do céu e da terra, o divino com o humano. Tudo isto se dá a partir de Jesus Cristo, o menino que nasce em Belém, que faz o mundo rever sua aspiração mais profunda: derreter as armas de guerra para fazer instrumentos de paz.

           

Feliz Natal! Brilhe a luz de Jesus Cristo no seu coração!

 

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

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MÊS DE OUTUBRO, MÊS MISSIONÁRIO

 

O mês de outubro é o início do fim do ano. Já começa a preparação para o Natal, não só do ponto de vista da nossa liturgia, mas muito mais e primeiro na cidade. Neste sentido é que digo ser o mês de outubro um mês de passagem para o final do ano. No entanto, é um mês denso em significado e comemorações.     Para nós, católicos, o mês de outubro é o “mês missionário”, ou seja, o mês em que chamamos a atenção para as missões.    

 

Em primeiro lugar desejamos considerar que toda a Igreja é missionária. A Igreja mais que estar a serviço do Reino de Deus pregado por Jesus, podemos dizer que ele, o Reino de Deus, tem uma Igreja a seu serviço. A Igreja é missionária por sua natureza: “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na missão do Filho e do Espírito Santo” (Vaticano II, decrerto Ad Gentes, 2).

 

Em segundo lugar temos que considerar nosso batismo. Por ele, ao ingressarmos na Igreja, nos tornamos todos participantes desta missão. O batismo faz de nós seguidores de Jesus e, ao mesmo tempo, seus missionários: "Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho" disse Jesus a seus discípulos. A conferência de Aparecida (V CELAM), nos lembrou este fato de forma contundente: discípulos missionários, é isto o que somos, pois ninguém pode ser discípulo de verdade, se não for missionário.

 

Em cada comunidade, portanto, fica o apelo para reavivar em nós o espírito missionário que é, em primeiro lugar, viver o Evangelho e dar testemunho com a própria vida. Em seguida, anunciar de todas as maneiras que acharmos possível, anunciar os valores do Reino de Deus.

 

Em nossa comunidade paroquial iniciamos o mês celebrando Santa Terezinha do Menino Jesus, através de um tríduo. Ela é a santa dos tempos modernos, como a chamou Pio XI. Muito simples na sua proposta de viver o Evangelho e ao mesmo tempo profundamente verdadeira ao propor o amor como centro de sua espiritualidade que marcaria todo o século XX, materialista e violento. Celebramos S. Francisco, S. Benedito  e Nossa Senhora do Rosário.

 

Este mês é marcado para nós com um fato significativo: a visita pastoral de nosso Arcebispo D. Bruno Gamberini. Dos dias  30/09 a 07/10 ele estará visitando o primeiro bloco de paróquias de nossa Forania, bloco do qual fazemos parte.

 

Que realmente nossas orações, nosso esforço de participação nos faça sentir como Igreja, comunidade de fé, esperança e caridade, recebendo nosso arcebispo que vem animar e confirmar nossa fé.

 

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

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Neste mês de setembro, como não lembrar da Palavra de Deus que ilumina a Comunidade, que ilumina o coração de cada um? Setembro é o mês da Bíblia, nele refletimos mais demoradamente sobre a riqueza deste presente que Deus nos Deus: a Bíblia, uma carta de Deus para nós!

 

A Palavra de Deus encontra sua expressão privilegiada na Bíblia, mas ela não se reduz à Bíblia, pois Deus fala na vida de cada um e nos acontecimentos de hoje. Mas é a partir da Bíblia que teremos uma chave segura para saber ouvir e interpretar o que Deus nos fala na  nossa vida.

 

A bíblia é um dos livros mais lidos de toda a história da humanidade. Antes de nós, milhares de pessoas encontraram neste livro uma palavra de vida e um alento na sua caminhada para Deus. Se assim não fosse, não nos teriam transmitido este livro tão antigo e talvez não teríamos tanto interesse por ele. Um livro assim, tão procurado e tão lido ao longo dos séculos, tem de ter um segredo muito importante.

 

Frei Carlos Mesters tem uma imagem  apropriada, uma comparação. Ele diz que a Bíblia é como um coco de casca dura. Porém, ele esconde uma água que mata a sede e alimenta o viajante, cansado na longa estrada da vida. A Bíblia é Palavra de Deus para nós: Palavra de Vida: “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4).

 

Neste mês estamos promovendo em nossa paróquia um estudo bíblico (curso bíblico) intitulado: “O caminho de Deus com a humanidade”. Como é bom ver o interesse das pessoas em estudar a Bíblia. Porém, somente estudar não basta, é preciso orar e invocar o Espírito Santo e também fazer a experiência de vida comunitária. Aí sim a Bíblia vai adquirir para nós um outro sentido mais profundo e vital.

 

O conhecimento de Deus, nós sabemos, não nasce de uma reflexão filosófica ou científica e nem mesmo de um estudo teológico. Nasce dos embates da vida, vivendo os conflitos do dia a dia. Foi assim que o povo hebreu descobriu quem é Deus, e foi este testemunho que nos deixaram no Antigo Testamento ou Aliança.

 

Que neste mês a  Palavra de Deus possa nos converter  ao verdadeiro sentido da vida que está revelado em Jesus Cristo, ápice da Revelação. Nele Deus nos diz tudo o que tem para dizer, ele é o caminho, a verdade e a vida!

 

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

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Neste mês de agosto somos chamados novamente para receber as bênçãos de Deus que nos cumula de bens no dia-a-dia de nossa existência. O tempo é redimido pela encarnação de Jesus Cristo, com Ele nos vem toda graça de Deus. Assim a história humana é permeada pelo Espírito, é santificada.

 

Na Igreja somos convidados neste mês a refletir sobre nossa vocação cristã. Mês das vocações. A primeira é a vocação batismal, o seguimento de Jesus. Em especial nós rezamos pelas vocações sacerdotais, pois a messe é grande mas os operários são poucos.

 

Na semana da família, de 12 a 18 de agosto, somos chamados a refletir sobre a família e celebrar a bondade de Deus que é o autor deste projeto: a família. Neste mês, no entanto, entre tantas datas significativas, destacam-se duas: o dia do padre, 04 de agosto e o dia dos pais, 12 de agosto.

 

Celebramos os padres na data do seu santo padroeiro: S. João Batista Vianey, o Cura D´Ars. Homem santo e sábio, que na simplicidade soube viver uma caridade heróica. No século das luzes, no Iluminismo que assim foi denominado pela proposta de dar primazia à razão acima de tudo (a deusa Razão), Deus vai mostrar através deste santo, que a sabedoria divina vai além do que a razão humana pode compreender. O coração terá sempre razões que a própria razão desconhece. O Cura D´Ars é exemplo de pároco dedicado que executou o pedido do Senhor: “rezar, curar e anunciar” (Lc 10,1-9). Que nossas orações para nossos sacerdotes sejam sinceras e freqüentes.

 

A comemoração do dia dos pais coloca sob nossas vistas  a figura heróica de tantos pais que dia após dia dão a vida por seus filhos. Não é nada fácil exercer esta tarefa hoje, nesta época em que a autoridade é contestada. O pai deve ser autoridade para seus filhos, não tenhamos dúvida. Autoridade no sentido pleno da palavra: aquele que faz crescer, que faz vir para o alto, daí: auto-ridade. Que os pais possam assumir a sua missão e realmente demonstrar a maturidade necessária para cumprir esta importante missão.

 

Neste mês também celebramos a Assunção de Nossa Senhora. É uma solenidade que nos chama a atenção para o papel de Maria na história da redenção. A assunção de Maria significa que Deus exaltou esta mulher  com uma graça que nós só teremos  quando a história estiver toda consumada. Ela foi a amiga e serva perfeita de Deus, a fiel discípula de seu filho Jesus. Nela se cumpre o que Jesus disse: quem se exalta será humilhado, quem se humilha será exaltado. Maria foi exaltada!

 

Na tradição histórica brasileira, o mês de agosto é visto como mês perigoso, no qual muitas coisas ruins podem acontecer... Mas na verdade é um mês de bênçãos. Teríamos muito a escrever (dia 3 dia do tintureiro, dia 11 dia do estudante e do advogado, dia 13 dia do economista, dia 19 dia do fotógrafo, dia 25 dia do soldado etc.), mas vamos parar aqui, pedindo que Deus abençoe a todos.

                                                                

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

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Nossa Padroeira é festejada em julho

 

No mês de julho comemora-se no calendário litúrgico a "memória facultativa" de Nossa Senhora do Monte Carmelo ou do Carmo, simplesmente. É uma das mais antigas devoções marianas da Igreja. Esta devoção surgiu na Palestina nos primeiros séculos do cristianismo. Terminadas as perseguições aos cristãos no ano 313, foram surgindo muitos grupos de monges e eremitas que iam para o deserto a fim de "derramar o sangue da alma", ou seja, ter uma vida de oração e penitência.

 

Um desses grupos de monges estabeleceu-se no Monte Carmelo e aí permaneceu. No século XI construíram uma capelinha dedicada à Virgem Maria. O patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, por esta ocasião deu a esses monges uma regra de vida, estruturando-se assim a ordem dos carmelitas que se espalhou por muitas regiões.

 

Em 1251, durante graves dificuldades, o superior da Ordem, S. Simão Stock, intercedendo em suas orações, recebe de Nossa Senhora o Escapulário como sinal de proteção à Ordem e a quem o usasse. Esta devoção espalhou-se pelo mundo todo e pode ser incluída entre as devoções verdadeiramente marianas (Paulo VI in Marialis cultus n. 8).

 

Carmelo significa jardim ou pomar. O Monte Carmelo está presente em inúmeras passagens da Bíblia, em especial no Antigo Testamento. A mais famosa é a que se refere ao profeta Elias, que ali enfrentou e derrotou os sacerdotes pagãos (1 Rs 18, 20-40).

 

Elias morou no Carmelo com seus discípulos, por isso os monges que ali se estabeleceram se entenderam como herdeiros do profeta Elias, tido como pai da espiritualidade carmelita. Assim, a devoção carmelitana que tem como patronos Nossa Senhora, a profetiza do Magnificat e o profeta Elias, tem um cunho profético: anúncio de Jesus Cristo como concretização do Reino e denúncia de tudo aquilo que atenta contra os "direitos" do Deus da vida.

 

Nossa igreja matriz, hoje Basílica, que era sede da paróquia Imaculada Conceição, após a transferência da mesma para a catedral, continuou a ser paróquia, mas com o nome de Paróquia de Santa Cruz, tendo como orago ou padroeira Nossa Senhora do Carmo. Posteriormente passou a ser designada somente como Nossa Senhora do Carmo. Em 1908, por iniciativa do pároco cônego Francisco de Campos Barreto, foi fundada a Venerável Ordem Terceira do Carmo que no ano que vem completa cem anos.

 

Assim como Jesus foi transfigurado no Monte Tabor, podemos dizer que Maria também foi transfigurada no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é figura de Jesus Cristo. Nele devemos subir com o auxílio de Maria que nos espera lá no alto. Muitos perguntam se nossa paróquia é da Ordem Carmelita. Nossa paróquia é da Arquidiocese de Campinas e sempre teve à frente padres diocesanos. A devoção a Nossa Senhora do Carmo é universal. Milhões de pessoas usam o escapulário; são todos carmelitas, consagrados a imitar Maria, aquela que soube ouvir e praticar a Palavra de Deus: Jesus.

 

Temos a alegria de contar em nossa Arquidiocese com um "carmelita" muito querido, nosso Arcebispo D. Bruno. Ele nasceu no dia de Nossa Senhora do Carmo, também foi ordenado bispo neste dia. Teremos a satisfação de recebê-lo mais uma vez neste ano, no dia 16/07, para a missa de ação de graças deste seu duplo aniversário. Que Nossa Senhora do Carmo o proteja sempre.

 

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

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Neste mês de junho que iniciamos, fazem-se muito presentes para nós as festas juninas. Festa sempre nos traz um sentimento agradável. Nossa vida às vezes é uma rotina tecida de trabalho, preocupações. Em meio a tudo isso existem as festas, momentos de alegria coletiva que anulam, por assim dizer, o peso dos deveres diários, quebrando a rotina.

 

Nas grandes cidades, as festas começaram a ser organizadas por empresas especializadas. As metrópoles começam também a se notabilizarem por festas que se tornaram "tradicionais" ou características daquela cidade. Assim, a festa do figo em Valinhos, da uva em Vinhedo, rodeio em Jaguariúna etc.

 

Campinas que dá vida a muitos eventos e festas o ano todo, agora deseja notabilizar-se pela festa junina. Neste sentido, a Prefeitura promove na praça Arautos da Paz o "Arraial Nhô Tonico", evento que deseja resgatar a tradição junina em Campinas. O nome homenageia Carlos Gomes, mas também os santos Antônio, João e Pedro.

 

As festas juninas têm uma origem cristã, embora vão se paganizando a cada dia. Antigamente eram os cristãos que cristianizavam as festas pagãs. Hoje são as festas cristãs que são paganizadas. Muitas vezes ninguém sabe mais quem foram os santos recordados nas festas juninas. Por isso, aqui vai uma lembrança.

 

Antônio é o santo mais querido do Brasil, depois de Nossa Senhora Aparecida. Nasceu em Lisboa e morreu em Pádua aos 36 anos, em 1231. Foi franciscano, professor de teologia e missionário popular. Natabilizou-se por pregar o Evangelho e defender o povo pobre. E por que casamenteiro? Porque conseguiu mudar algumas leis no sentido de favorecer os mais simples, como a lei que proibia casamento de moças que não tinham dinheiro para o dote obrigatório àquela época, forçando muitas a ficarem sem se casar.

 

São João Batista era primo, amigo e mentor de Jesus Cristo que por ele foi batizado no rio Jordão. Profeta e mártir da justiça. O rei Herodes mandou decapitá-lo porque juntamente com sua corte, não estava de acordo com sua pregação. Convidou as pessoas à conversão porque o Reinado de Deus estava chegando. Conversão para ele era preparar um mundo novo sem corrupção e injustiças. E por que a fogueira? Porque São João anunciou Jesus como cordeiro de Deus. Os cordeiros eram vigiados pelos pastores que acendiam fogueiras para se aquecerem no inverno.

 

São Pedro, chefe dos apóstolos, foi pescador, pai de família, escolhido por Jesus para ser a pedra de fundação da sua nova família: a Igreja. Após a morte de Jesus, morou em Jerusalém, depois Antioquia e Roma, onde foi martirizado provavelmente no ano 67, na colina do Vaticano. Ali foi construída uma Basílica sobre o cemitério no qual Pedro foi sepultado. Por que a chave? Porque Jesus lhe disse: "Eu te darei a chave do Reino dos céus", significando o serviço de Pastor supremo da Igreja.

 

Que o "Arraial Nhô Tonico" tenha êxito e se consolide como festa popular da cidade. E que os santos de junho nos recordem que a verdadeira festa é o amor de Deus agindo em nossos corações, como agiu e continua agindo no deles por toda a eternidade.

 

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

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Maria, mãe do Deus da paz

 

Maio chegou e com ele nossa comunidade se alegra no espírito pascal. Celebramos neste mês a Ascensão do Senhor e Pentecostes, encerrando, assim, o ciclo litúrgico da Páscoa. Esperança e missão nos sugerem a força do Espírito que vem sobre os apóstolos no início da vida da Igreja. Presença importante notada pelo escritor sagrado é Maria, a Mãe de Jesus. Neste mês de maio proponho aqui esta reflexão sobre Nossa Senhora, que escrevi e foi publicada na Revista Família Cristã (janeiro/2007):

 

Maria é bendita porque soube ouvir e praticar a Palavra de Deus

e aí está a fonte da paz verdadeira.

 

Ao longo da História, a paz nunca deixou de ser um estado passageiro entre dois conflitos, sendo que, no século passado, duas guerras mundiais registraram um período violento com as armas sempre mais eficazes para destruir. No entanto, o sonho de paz é constante nos corações e mentes de todas as pessoas. A humanidade almeja a paz e tem prazer em celebrá-la.

 

As promessas divinas mais lembradas são as que anunciam um tempo de paz: "O lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao lado do cabrito; o bezerro e o leãozinho pastarão juntos, e um menino os guiará" (Is 11,6). E quando do nascimento de Jesus, os Anjos anunciam a paz: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados" (Lc 2,14).

 

Jesus vem trazer a paz: "Ele é nossa paz" - diz São Paulo, escrevendo aos efésios. E o próprio Jesus ressuscitado repete inúmeras vezes: "A paz esteja convosco". Impressiona a sua frase no Evangelho de Lucas, quando Ele chora sobre Jerusalém: "Se você compreendesse hoje aquele que pode conduzi-lo à paz!" (Lc 19,42). Jerusalém não aceita Jesus e o anúncio do Reino de Deus, reino de justiça que conduz à paz. A cidade será destruída porque não quer reconhecer, na visita de Jesus, a ocasião para mudar as estruturas injustas, abrindo-se ao projeto de Deus, que é solidariedade, amor.

 

Podemos perceber como a paz verdadeira está ligada à aceitação de Jesus e sua mensagem. A paz como a humanidade sonha é fruto do amor praticado como justiça, partilha, perdão, misericórdia. Quem aceitou Jesus, como Maria? Ninguém. Ela é a primeira e a mais fiel discípula de Jesus. Aí está sua grandeza: "Bem-aventurada você que acreditou" (Lc 1,45). Maria, pela sua fé, aderiu a Jesus de forma total e radical.

 

Fonte da paz - Maria se torna Mãe de Jesus, Deus encarnado, e isto quer dizer colaboradora de Deus na obra da redenção, na construção de um mundo novo de paz. Ela é a primeira na aceitação de Jesus, desde o instante em que o Anjo anuncia seu nascimento. Maria foi seguindo seu Filho em sua missão e teve que fazer a dura transformação de mãe para discípula dele. Por isso, ela é bendita porque soube ouvir e praticar a Palavra de Deus. Aí está a fonte da paz verdadeira.

 

São Pedro diz que "Deus anunciou o Evangelho da paz por meio de Jesus" (At 10,36), e Maria em Nazaré por 30 anos pôde ouvir e meditar este Evangelho vivo, aprendendo a viver a paz profunda que se enraíza na união com Deus. De fato, Maria era toda de Deus e por isso pode ser também toda do povo, voltada para a vida fraterna capaz de criar a paz. Ela visita Isabel para ajudá-la, sensibiliza-se em Caná e pede ajuda a Jesus para os noivos, está aos pés da cruz solidária, perdoa os apóstolos que abandonaram seu Filho e se junta a eles no Cenáculo.

 

Maria vive os valores evangélicos que constroem a paz, por isso ela pode ser chamada Rainha da Paz.

 

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

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Símbolo do cordeiro pascal

 

No tempo da quaresma pudemos vivenciar o chamado de Jesus para a conversão: Convertei-vos!  Ouvir a Palavra de Deus, deixar que esta palavra entre em nosso coração e em nossa mente foi nossa tarefa quaresmal. A Campanha da Fraternidade ajudou em nosso itinerário, propondo-nos o empenho pela  preservação da natureza como questão de sobrevivência para a humanidade. É novamente a vida que está em jogo. Preservar a vida, é este o labor de Deus, supremo doador da vida. Ele chama ao empenho maior neste sentido.

 

Mas a quaresma teve como finalidade nos conduzir à Páscoa. E ela chegou! Dizemos uns aos outros: Feliz Páscoa! Páscoa como passagem, vitória da vida sobre a morte, é um acontecimento de alegria e esperança! Se Cristo, o crucificado, ressuscitou, nossa vitória sobre a morte está garantida. Assim cremos, isto celebramos e procuramos vivenciar no dia a dia.

 

Nossa existência está repleta de morte e vida em um entrelaçamento contínuo. Quem terá a última palavra? Nós, ao celebrarmos a páscoa, cremos que a última palavra é da vida. Um dos símbolos pascais mais antigos na nossa liturgia é o cordeiro. O cordeiro imolado, ou seja, o cordeiro oferecido em sacrifício no altar do templo. Ele tem no pescoço a ferida com sangue, simbolizando que foi oferecido, sacrificado, mas continua vivo. É símbolo de Jesus ressuscitado.

 

O cordeiro é símbolo da inocência. Animal pacífico, manso, era visto pelos judeus como bênção de Deus: seu sangue passado no batente da porta livrou os hebreus do anjo exterminador (Ex 12,3;29,38ss). É imagem do Servo Sofredor (Is 53,7) e João Batista aponta Jesus como “Cordeiro de Deus” (Jo 1,29). Jesus, manso e humilde, fiel ao Pai, é ele o cordeiro vencedor, o cordeiro pascal, simbolizado na refeição da páscoa judaica do antigo testamento.

 

O símbolo do cordeiro aplicado a Jesus nos indica a vitória dos que cumprem a vontade de Deus, a vitória dos que acreditam na força do amor e da fraternidade. Significa ainda que a solidariedade que dá a vida pelos irmãos, vence para sempre. Enfim, eis a mensagem sugerida pela imagem do cordeiro: Não serão os violentos que herdarão a terra, mas os que promovem a paz com  sacrifício muitas vezes da própria vida.

 

Jesus cordeiro pascal dai-nos a força para imitar-vos e acreditar que o mal se vence pelo bem. Esta é a lição do cordeiro pascal, lição muito atual. FELIZ PÁSCOA!

 

Rogando as bênçãos de Deus sobre todos, com carinho:

 

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

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07/03/2007

 

MARÇO

 

Prezados paroquianos, neste mês de março estamos na quaresma. Tempo privilegiado, sem dúvida, para ouvir o chamado do Senhor à conversão: “convertei-vos e crede no Evangelho” é o convite da quarta-feira de cinzas. Oração, jejum e esmola, configuram a penitência quaresmal. A oração é regra geral e válida sempre,  sem ela somos paralíticos para Deus, não podemos ir até Ele, por mais que Ele venha até nós. O jejum sinaliza o esvaziar-se do que é material, para que caiba mais em nós o espiritual. A esmola sinaliza a partilha e a solidariedade.

 

Neste sentido vivenciamos nos dias três e quatro nosso Retiro Paroquial Quaresmal, com o tema: “Fé, esperança e caridade na vida da comunidade cristã”. O retiro se deu na Betânia Franciscana (Campinas) e foi dirigido por Kátia B. Azzi, estudante de Teologia e consagrada da Comunidade Pantokrator. Participaram trinta agentes de pastoral, sendo que duas pessoas de outras paróquias. Na missa de encerramento, lembrei a todos, a partir do Evangelho do dia, que o sonho de Deus é que sejamos todos transfigurados, para parecermos sempre mais com seu filho Jesus.

 

Teremos também no dia dezesseis, nossa reunião, muito importante, do CPP – Conselho de Pastoral Paroquial. O assunto mais importante desta reunião será a criação da Pastoral do Acolhimento em nossa paróquia. Vamos nos preparando para este momento em que assumimos como comunidade esta linha de nosso projeto de pastoral paroquial.

 

Na quaresma também somos convidados a vivenciar a Campanha da Fraternidade. No presbitério da Basílica foi colocado de forma simbólica com plantas, o cartaz da CF-2007. Reflitamos sobre a natureza, este dom maravilhoso que é a criação!

 

O verde das florestas, a natureza no seu encanto, nos agrada. O planeta Terra que deveria se chamar planeta Água, esta pérola azul sustentada no vazio do espaço sideral, é nossa casa comum. “Deus criou o mundo e ficou contente, viu que tudo era bom”, diz a Bíblia.

 

Sabemos que a Bíblia não é livro de ciência, não tem pretensão de explicar o universo do ponto de vista científico. Sua mensagem é muito maior, responde-nos sobre o que havia antes da criação do mundo, mundo como a ciência o entende e descreve. A ciência com seu poder fenomenal de investigar, desvendar e iluminar, só discursa a partir do início da matéria, assim mesmo jogando com hipóteses que, muitas vezes, não se podem provar.

 

Mas o que havia antes da matéria, da criação? Havia um Amor infinito – "Deus é amor" (1 Jo 4,4). Este amor é a fonte da vida, é o Deus criador do qual fala a Bíblia.  Crer nele significa aceitar que o mundo e o ser humano não estão sem explicação e sentido, que têm valor e segurança a partir de sua causa primeira: Deus.

 

Assim, só a fé em Deus criador pode nos levar como cristãos a propor uma reflexão como a da Campanha da Fraternidade deste ano. Fraternidade e Amazônia, o tema da campanha toca na questão da ecologia, preservação da natureza. A Terra está dando seus sinais de que a destruição do ecossistema avança rápido. O grito da Terra está presente por toda parte pedindo que a protejamos, do contrário é bem capaz que ela nos acabe eliminando.

 

Deus colocou o ser humano na Terra para ser o jardineiro, o zelador deste jardim maravilhoso. No entanto, levado por ambição desmedida, ele a destrói. A Amazônia serve de exemplo para constatar que o egoísmo na administração dos bens da natureza é altamente destrutivo. Não se vê a Terra como patrimônio de todos, mas "meu", "o pedaço que comprei é meu e faço dele o que quero". Este é o caminho mais curto para que não seja de ninguém, pois se tornará inabitável.

 

Esta questão atinge o modelo de desenvolvimento e o estilo de vida de todos. O ideal da modernidade, ainda persistente, que é progresso sem fim a qualquer custo, se esgotou. Somos convidados a caminhar por outro caminho, o da preservação da vida. Cuidado e carinho para com a mãe natureza, a fim de que o futuro da humanidade seja feliz! A vida sobre a Terra é um dom e nossa missão é preservá-la não somente para sobreviver, mas porque isto é ato de louvor e veneração a Deus criador.

 

Tudo isto nos é colocado como tema de reflexão para nos prepararmos para celebrar a Páscoa, festa da vida, da libertação e exaltação de Jesus, o Servo Sofredor.

 

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

 

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01/02/2007

 

MÊS MAIS CURTO

 

O mês de fevereiro é o menor do calendário, nem por isso deixa de ter sua riqueza, assinalando datas importantes. Logo se pensa no carnaval, comemorado dia 20, e as pessoas costumam dizer que o Brasil só funciona após o carnaval. É idéia equivocada, porque a maioria da população está desde o início do ano trabalhando, e muito. A preguiça fica por conta de uma minoria mal acostumada. O que podemos desejar é que os festejos do carnaval, esta bonita festa popular, tragam alegria verdadeira, não só contentamento que passa rápido, deixando angústia e desgosto de paixões mal vividas, muitas vezes afogadas em bebida.

 

Algumas categorias de trabalhadores serão contempladas neste mês: dia 01 é dia do publicitário, dia 07 dia do gráfico,  dia 10 dia do atleta. Sempre nos lembraremos de alguns amigos e conhecidos para homenagear neste seu dia, e isto é muito bom.

 

Mas o que desejo comentar aqui é a riqueza de nosso calendário religioso que assinala dia 02 dia de Nossa  Senhora da Candelária, muito venerada em nossa região,  que apresenta Jesus luz do mundo, dia 02 São Braz, que protege nossas gargantas, dia 11 Nossa  Senhora. de Lourdes, dia da bênção aos doentes, pois Lourdes é o maior centro de peregrinações de doentes do mundo, e dia 22 dia da Cátedra de S. Pedro. Mas é o dia 21, quarta feira de Cinzas, um dos mais importantes.

 

Na minha agenda tem a seguinte frase neste dia: Tropeçamos sempre nas pedras pequenas, porque as grandes sempre as enxergamos. De fato são tantas as pedras pequenas no nosso caminho, que às vezes formam montanhas intransponíveis. E pensar que muitas destas pedras nós mesmos as colocamos! A quarta-feira de cinzas assinala o início da quaresma, tempo propício para refletir mais demoradamente nas pedras do caminho que nos atrapalham em nossa caminhada para Deus e para os irmãos. E procurar removê-las.

 

Quaresma é tempo de penitência e isto parece anacrônico, mas não, pois é aconselhada por muitos profissionais admirados e seguidos. Não há penitência maior que o autoconhecimento, aconselhado por psicólogos. Comer menos e fazer exercícios, o que tira do comodismo, é aconselhado pelos médicos. Ter educação e cordialidade no trato é aconselhado por qualquer agência de emprego.  Deixar a preguiça, trabalhar com honestidade, é norma em qualquer curso de capacitação. Paciência no trânsito é ensinado em auto-escolas, e assim por diante. Não fumar, não beber em excesso é recomendado pelo Ministério da Saúde. Ensinar crianças a ter disciplina é sinal de amor por elas, dizem os pedagogos.Enfim, a penitência está na ordem do dia com outro nome. Quando os profissionais prescrevem, é qualidade de vida. Quando a Igreja ensina com base no Evangelho, é caretice, repressão etc. A diferença é que para a pessoa religiosa tudo isto deve ser feito por amor, como Jesus recomenda, e não por interesse ou segundas intenções.

 

Que todos tenham uma boa quaresma, com muita penitência para aprender a amar  e, assim, ter uma qualidade de vida sempre maior e melhor, pois é isto que Deus quer. Sobre a Campanha da Fraternidade, comentarei em outro momento. Um abraço a todos com carinho, do irmão em Cristo:

                                     

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

 

 

 

É motivo de alegria para nossa comunidade paroquial, ter através deste site uma janela aberta para se comunicar com você que está nos visitando.

 

O objetivo primeiro é sempre se dar a conhecer, entrar em comunicação, sem se esquecer de levar também uma mensagem que fale da alegria de viver o Evangelho.

 

Falar a mensagem sobre os telhados, proclamar que o Senhor Jesus, o Salvador, está vindo no hoje da história. Está vindo com grande poder de amor, perdão e cura.

 

Neste tempo de Advento e de Natal, contemplamos o Filho de Deus que se encarnou. Mistério tão grande! Escapa à nossa compreensão racional, só o amor mais profundo poderá aproximar-se deste mistério com êxito.

 

Na alegria do tempo natalino nasce nosso site, iniciativa de alguns paroquianos, sensíveis aos meios de comunicação como campo de missão. Parabéns a todos e, em especial, aos que mais se dedicaram para que se tornasse realidade esta aspiração.

 

Nomeio André, que teve a paciência de, ao longo de meses, persistir na montagem deste site; e Maria do Carmo, agente da “Pascom” na comunidade paroquial.

 

Que o objetivo maior seja, mais do que noticiar a vida da comunidade, noticiar a única boa-notícia que vale a pena: Jesus. O nome Jesus significa: Deus ajuda, Deus salva.

 

É tão bom pensar assim e acreditar, pois o tempo corre veloz e talvez se apodere das pessoas a tristeza e, sobretudo, o vazio, ao pensarem na tarefa tão grande de anunciar o Reino de Deus e nos poucos resultados que se obtém.

 

Em Jesus, Deus diz como Ele deseja estar conosco: bem próximo, ajudando, sendo fiel até o fim. Assim, quando quizermos dizer quem é nosso Deus, temos de dizer “Jesus”. Que o nome de Jesus resplandeça sobre cada um de nós neste final e início de ano.

 

O que nos trará o ano novo? O que trará para mim, seja o que for, somos chamados a confiar no nome do Senhor, confiar em Jesus. O nosso auxilio está no nome do Senhor.

 

Com esta confiança inabalável, podemos ter a coragem de terminar o que tivermos de terminar, e começar o que tivermos de começar, seja o que for.

 

Que possamos receber Jesus de coração aberto, como o fez exemplarmente sua mãe Maria.

 

Que a paz esteja sempre com você!

 

Côn. Pedro Carlos Cipolini

Pároco e Reitor

 

 

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