Introdução

Saudações: ao ensejo deste centenário

Justificativa: ministério do Bispo, serviço a Deus e aos irmãos

Nossa realidade: uma mudança de época

Motivação fundamental: glorificar o nome do Senhor

 

O Vaticano II e a Igreja em Campinas

Os primeiros Planos de Pastoral Orgânica e a Revisão Ampla

Da Revisão Ampla ao 6º PPO

Nosso Objetivo Geral da Ação Pastoral

 

II - Visitas pastorais celebrando o Centenário

Visita do Sucessor dos Apóstolos promovendo a unidade

Confirmando a caminhada de uma Igreja toda ministerial

Centenário: monumentos de fé, esperança e caridade

 

III - Igreja da caridade e Missão: nossa perspectiva futura

Nossa fé é eclesial: creio com a fé da Igreja

Igreja da caridade-solidariedade e da missão

Construindo comunhão e participação

 

IV - Rumo ao 7º Plano de Pastoral Orgânica

A Igreja que queremos ser

Comunidade de comunidades de fé e vida

Alimentos da Igreja da Caridade: Palavra, Eucaristia, Amizade

a) Pão da Palavra: alimento da vida comunitária e da missão

b) Pão da Eucaristia: fonte de missão e vida solidária

c) Pão da Amizade: para testemunhar o amor

Igreja Missionária do Reino de Deus

Formação contínua: da fé messiânica à fé no poder da cruz e ressurreição

Igreja da Solidariedade: opção pelos pobres

Chamados à santidade

 

Conclusão

Caminhemos na esperança

Com Maria, Mãe de Jesus

Bendizendo o Nome do Senhor

 

 

 

 

CARTA   PASTORAL

de

DOM BRUNO GAMBERINI

Arcebispo Metropolitano de Campinas

 

Por ocasião do centenário de

 criação da  Diocese de Campinas

e

Cinqüentenário de elevação a Arquidiocese

 

1908 – 1958 – 2008

 

 

 

SIGLAS

 

AS - Apostolorum Sucessores  (Diretório para o ministério dos Bispos)

CEBs - Comunidades Eclesiais de Base

CIC - Catecismo da Igreja Católica – 1983

CDC - Código de Direito Canônico

CDSI - Compêndio de Doutrina Social da Igreja

CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

DA - Documento de Aparecida

DCE - Deus Caritas Est – Bento XVI

DI - Discurso Inaugural de Bento XVI na Conferência de Aparecida

DGAE - Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

DM - Documento de Medellín - CELAM

DP - Documento de Puebla - CELAM

EN - Evangelii Nuntiandi – Paulo VI

GS - Gaudium et Spes

LG - Lumen Gentium 

NMI - Novo millennio ineunte – João Paulo II

OA - Octogésima Adveniens – Paulo VI

PG - Pastores Gregis – Exortação Apostólica Pós-sinodal 2003

PPO - Plano de Pastoral Orgânico

RA - Revisão Ampla (Arquidiocese de Campinas)

RM - Redemptoris Missio – João Paulo II

SC - Sacrossanctum Concilium

SS - Spe Salvi – Bento XVI

 

INTRODUÇÃO

 

1. Invocando a Trindade Santíssima, Pai e Filho e Espírito Santo e a proteção da grande Mãe de Deus, a Virgem Maria, sob a invocação de Imaculada Conceição, quero glorificar a Deus, pela caminhada centenária de nossa Igreja. Há cem anos o papa São Pio X, no dia 07 de junho de 1908, criou a Diocese de Campinas e há cinqüenta anos o papa Pio XII, no dia 19 de abril de 1958 a elevou a Arquidiocese.

 

Bendito seja o Nome do Senhor! Este é o primeiro sentimento de louvor e gratidão que sobe para o céu na comemoração desta efeméride.

 

 

Saudações: ao ensejo deste centenário

 

2. Ao ensejo deste centenário, quero homenagear todos os meus predecessores nesta Sé, que a graça de Deus me deu a alegria e o ônus de ocupar nesta ocasião. Todos eles de santa e feliz memória, gravada de forma indelével no coração de todos: D. João Batista Correa Nery, Dom Francisco de Campos Barreto, Dom Paulo de Tarso Campos, Dom Antonio Maria Alves de Siqueira, estes, nos contemplam da glória do Pai; e Dom Gilberto Pereira Lopes que em nosso meio, como arcebispo emérito caminha conosco integrando nossa Igreja neste momento ditoso.

 

Saúdo o clero. Dirijo uma palavra de saudação e gratidão a todos os presbíteros que trabalham nesta vinha do Senhor, com tanto empenho: os diocesanos, assim como os religiosos. Minha memória de gratidão se estende também a todos os presbíteros que trabalharam e deixaram seu testemunho em nossa história. Saúdo os diáconos e seminaristas. A gratidão se estende também aos queridos irmãos de todas as congregações e famílias religiosas.

 

Saúdo em especial os inúmeros e valorosos leigos e leigas, comprometidos em seu batismo, que os tornou membros desta Igreja centenária. Eles não pouparam esforços para que nossa Igreja nestes cem anos se fizesse sempre e cada vez mais: sal e luz, sinal de esperança e vida, peregrina e missionária, anunciadora do Reino de Deus.

 

Saúdo os cristãos de nossa Arquidiocese, pertencentes às várias denominações. Todas as pessoas de boa vontade que trabalham pela justiça e a paz, quais valores evangélicos fundamentais na construção de um mundo novo, no qual haja sempre mais participação, partilha e comunhão; pois ao rezarmos Pai nosso clamamos por participação e inclusão: somos todos irmãos. Ao dizermos pão nosso, clamamos por partilha do pão e do coração. E ao rezarmos perdoai-nos as nossas ofensas como nós perdoamos, clamamos por uma sociedade nova onde haja comunhão.

 

Saúdo as autoridades. Quero saudar, enfim, todas as autoridades políticas, militares, constituídas em nosso território arquidiocesano. À luz do ensinamento de Jesus, vencendo as tentações do materialismo, do prestígio e do domínio, ultrapassando toda postura de luta de classes, toda visão mercantilista do relacionamento social, que se coloquem na dimensão do Reino de Deus, vivendo como quem serve por amor. Recordo aqui as palavras do saudoso Papa Paulo VI: “A política é uma forma exigente de viver o compromisso cristão ao serviço dos outros” (OA 46). A política é a expressão social da caridade.

 

Saúdo, enfim, a todos os que mesmo fora do âmbito da Igreja ou do cristianismo, comungam com os ideais éticos que Jesus deixou expresso no Sermão da Montanha. Aí a bem-aventurança fundamental é a da pobreza de espírito que não só é carência dos bens deste mundo, mas, sobretudo, é confiança total em Deus: Ele é o Senhor da História.

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