09/04/2017

Ano Mariano Nacional - N. Sra. Aparecida - 300 anos de bênçãos

Domingo de Ramos

"Bendito aquele que vem!"

 

 

O Messias enviado pelo Pai para oferecer à humanidade a vida e a salvação suportou dores, perseguições e humilhações. Como Servo Sofredor, aceita com humildade, paciência e mansidão o que os homens lhe impuseram, pois sabe que o Pai está ao seu lado. Cumpre sua missão com fidelidade. Abraça a cruz como doação eterna de amor por todos nós. Se no presépio fez-se pobre, no calvário foi plena doação; e a vida saiu vencedora e sempre o será.  

 

 

Bênção dos Ramos

Evangelho - Mt 21,1-11

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, escrito por Mateus:

Naquele tempo, Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: "Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a a mim! Se alguém vos disser alguma coisa, direis: 'O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá'".

Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: "Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta".

Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: "Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!"

Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: "Quem é este homem?" E as multidões respondiam: "Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia".

- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

 

Liturgia da Palavra - Deus nos fala

O Senhor não se esquece de nós e nos oferece sem cessar sua justiça, que é sua misericórdia. Permitiu a humilhação de seu Filho, para nos mostrar o extremo de seu amor. Feliz quem o acolhe em sua vida.  

 

 

1ª Leitura - Is 50,4-7

Leitura do Livro do profeta Isaías:

O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo.

O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.

Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.

Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus!

 

 

Salmo Responsorial - Sl 21

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

 

Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: "Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!"

 

Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e meus pés e eu posso contar todos os meus ossos.

 

Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe; ó minha força, vinde logo em meu socorro!

 

Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós, que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel!

 

 

2ª Leitura - Fl 2,6-11

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:

Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz.

Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor", para a glória de Deus Pai.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus!

 

 

Anúncio do Evangelho - Mt 27,11-54 (forma breve)

Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus:

Naquele tempo, Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:

"Tu és o rei dos judeus?"

Jesus declarou:

"É como dizes".

E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. Então Pilatos perguntou:

"Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?"

Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

"Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?"

Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

"Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele".

Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. O governador tornou a perguntar:

"Qual dos dois quereis que eu solte?"

Eles gritaram:

"Barrabás".

Pilatos perguntou:

"Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?"

Todos gritaram:

"Seja crucificado!"

Pilatos falou:

"Mas, que mal ele fez?"

Eles, porém, gritaram com mais força:

"Seja crucificado!"

Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:

Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!"

O povo todo respondeu:

"Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos".

Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele.

Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

"Salve, rei dos judeus!"

Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer "lugar da caveira".

Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. E ficaram ali sentados, montando guarda.

Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus".

Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

"Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!"

Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus: "A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama, já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus".

Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus o insultavam. Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

"Eli, Eli, lamá sabactâni?" Que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"

Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: "Ele está chamando Elias!"

E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. Outros, porém, disseram: "Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!"

Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

(Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)

E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas.

O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:

"Ele era mesmo Filho de Deus!"

- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

 

 

   

 

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